sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O Amor é...

A palavra “amor”, por vezes de destino tão desafortunado e cansado costume, é um daqueles termos cujo sentido e profundidade é difícil de abordar com rigor. O amor humano é um sentimento experimentado por uma pessoa em relação a outra, que se manifesta no desejo da sua companhia, no alegrar-se com o que lhe é benéfico e no sofrer com o mal que a afecta. O encontro amoroso entre um homem e uma mulher surge com uma força capaz de transformar a personalidade e proporcionar uma nova visão do mundo. Para que se possa entender o amor, de acordo com o livro que estou a ler, eis o entendimento do que podem ser os principais sintomas desta síndrome generalizada a que chamamos enamoramento:

1 – A primeira sensação de uma pessoa enamorada é um transtorno de atenção. A atenção é uma ferramenta da consciência e a consciência é aquela função psíquica mediante a qual nos apercebemos da realidade. O enamorado tem a sua consciência absorvida pela pessoa amada, para a qual se dirigem repetidamente a sua cabeça e o seu coração. De alguma maneira, escolhemos e decantamos as nossas preferências. Por isso, ao nos enamorarmos, oferecemos uma ideia bastante clara daquilo que nos agrada, daquilo que nos atrai no sexo oposto: retratamo-nos mais do que nunca, dizemos o que nos vai dentro, manifestamos as nossas preferências e o nosso sistema de valores. Na eleição amorosa, a pessoa mostra os ingredientes essenciais do seu projecto afectivo.

2 – Depois vêm os sintomas que geralmente se enraízam, embora nem sempre assim suceda. Por um lado a cabeça começa a hipotecar-se, pensa continuamente na outra pessoa: o que estará a fazer, o que pensa disto ou daquilo que comentámos, as suas ideias sobre este e aquele tema fundamental, etc. Por outro lado, dá-se um desejo e partilha, que se desenvolve em várias direcções: necessidade de estar juntos, de comunicar, de falar, de comentar pequenos e grandes incidentes… à medida que o tempo passa, a necessidade de escutar o silêncio a dois, de falar de tantas e tantas coisas – muitas das quais nem sequer chegam a ser comentadas, são dadas como subentendidas – que são afinal a essência da vida. Quase imperceptivelmente a comunicação abre-se em três vertentes: física; psíquica; e espiritual. Nesse momento a condição humana abre-se nessas três frentes.

3 – Em terceiro lugar produz-se uma dilatação da personalidade como consequência da experiência: o eu, o centro da vida pessoal agiganta-se e, de alguma maneira, transborda para fora de si mesmo num momento de exaltação emocional que se vive interiormente. Como que uma bebedeira da personalidade embriagada pelo aroma do amor humano personificado, concreto, preciso, terminante e por fim alcançado. É uma embriaguez. Flutua-se.

4 – À medida que o tempo passa, a esta sequência de sucessos acrescenta-se um novo: a necessidade de admirar no outro algo que não se possui e que se considera como um valor; algo que não é necessariamente extraordinário, mas que adquire esse grau para quem o observa.

5 – Nesta travessia, insensível, o enamorado atribui à pessoa amada valores ocultos ou imperceptíveis que se crêem inerentes a uma “pessoa ideal”. No fundo, o que verdadeiramente acontece é que o sujeito se enamora do amor, ou seja, é uma operação do espírito que, em tudo o que sucede e em todas as circunstâncias, descobre novas perfeições no seu amado. Basta pensar numa perfeição para a atribuir à mulher amada. Este fenómeno vem da natureza que nos ordena o prazer e nos envia o sangue para o cérebro; da intuição de que os prazeres aumentam com as perfeições do ser amado e da ideia de que este nos pertence. Em verdade, o que aqui acontece é o exacerbar de uma possível propriedade e agrada-nos ver que, efectivamente, esse valor está presente na pessoa amada.

Para terminar a construção do edifício afectivo, que se vai edificando a pouco e pouco, a sustentação de que devagar se vai ao longe. Isto é, calma e paciência são absolutamente necessários para o sucesso futuro. Enamorar-se não consiste apenas em sentir-se atraído pela outra pessoa, mas também em não poder conceber a vida futura sem a sua companhia, ou seja, não me projecto nessa pessoa, projecto-me com ela. Resume-se em encontrar-se a si mesmo fora de si mesmo, de tal modo que não concebemos o nosso projecto pessoal sem que essa outra pessoa esteja profundamente abrangida por ele, constituindo parte essencial do seu argumento. Eis porque o verdadeiro enamoramento penetra e marca o ser humano nas mais fundas raízes e nos planos mais epidérmicos do seu ser.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O que eu quero e gosto e o que eu não quero nem gosto num homem/relação LISTA 2

Na continuação do que foi dito

GOSTO:

-Gestos e palavras
Bastam pequenos gestos para nos sentirmos especiais. Para sentirmos que somos a mulher, a companheira, a amiga, a amada, a desejada...
Por vezes e por mais palavras que possam ser ditas ...os gestos parecem ter mais significado.
Mas ... ouvir ou ler palavras ajuda a sedimentar o que os gestos transmitem.
É bom poder mostrar os nossos sentimentos quer em gestos quer em palavras!

-Sabe o que quer
sim saber o que se quer é muito importante e sabe bem sentir-se que o outro sabe o que quer e vai atrás....não fica à espera que lhe "caia no colo".

Odor corporal

A propósito desta mensagem lembrei-me de um assunto, no mínimo interessante e, curioso. Todos os homens gostam de receber sexo oral! É bom e é óptimo! Isso é um facto e é inquestionável! Hetero, bi, homo, qualquer que seja a “categoria” onde estão incluídos, creio que estamos de acordo de que não haverá um único homem que não goste. Se houver… bem, se houver, só me resta ter pena dele, claro! Quanto ao fazer a uma mulher (porque essa é a única realidade que conheço) já não é assim tão claro.

Há homens que não gostam de o fazer às mulheres! Por várias razões. Desde logo porque acham que a sua condição de macho sairá fragilizada (é absurdo mas ainda acontece)! Por outro lado existem, também, muitas mulheres que não gostam nem de fazer nem de receber. Acham até nojento receber sexo oral! Isto é, muitas vezes, apesar de reconhecerem que a sensação é maravilhosa, acham nojento. Algumas dessas mulheres sentem-se muito mal pelo gosto ou cheiro que vem de lá. Ou pensam que vem de lá...

Mas, recordo-me de uma caso particular de uma menina, muito interessante, que conheci, muito bonita, com umas pernas bem torneadas, com uns peitos na medida exacta, com quem me envolvi. Após algumas saídas estávamos em casa dela, onde ela me olhava com aquele olhar malicioso e provocador, num clima privado e intimista. Começamos a beijar-nos e a temperatura dos corpos a subir. Começamo-nos a despir, tira-se uma, duas peças de roupa e, sem dar por isso, já lhe consigo sentir a textura suave dos seios na boca. Bem, depois de algumas permutas de carícias, eis chegada a minha hora de fazer o mesmo com ela. Foi então que… alto lá! Que cheiro intenso era aquele?!? Não era falta de higiene mas sim um odor natural bastante intenso e activo que me faziam virar a cabeça para o lado? Não queria acreditar no que estava a acontecer. Uma mulher linda de morrer, tão louca de excitação, à minha disposição, e eu bloqueado e sem saber o que fazer?!? Não aguentei! Caiu o entusiasmo. Inventei uma desculpa, que agora não me lembro, e saí de lá a correr! Devo ter andado uma semana a lavar os dedos e a colocar perfume porque ficava sempre com a sensação de que o cheiro ainda lá estava!

A questão que eu aqui coloco é que o odor, perfume natural, e colocando de lado as questões higiénicas, porque parto do princípio que existem, pode ser bom… ou mau! Mas será que pode ser impeditivo para o que quer que seja??? Penso que não, enquanto homem, mas não garanto. Se calhar depende dos gostos de cada um. Já verifiquei, isso sim, que podem haver mulheres que nos sejam mais agradáveis ou atraentes do que outras!

E, já agora, gostaria de deixar claro às mulheres que a grande maioria dos homens, atenção mulheres, adora cair de boca! Portanto, não se inibam nem se preocupem!

Nota: A parte do cheiro intenso, eu vir embora e dedos que me repugnavam foi inventada, ok?! Sim, era um odor normalíssimo, fiquei até ao fim e foi muito bom!!!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Ser ou não Signo? Eis a questão...

Quem me conhece sabe que me interesso por astronomia. E, embora não seja essa a minha área de formação, não sendo nenhum perito, consigo, com alguma facilidade, distinguir no céu as várias constelações sem recurso a manual de apoio ou carta celeste.

A crença na astrologia, mais especificamente o horóscopo, tem um poder de ilusão assustador e ao mesmo tempo perturbador. O Homem sempre se interessou em saber o futuro, mas passar por cima do racional para alimentar uma fé de previsões é enganar-se a ele próprio e enganar os demais. Eu, pessoalmente, não considero a astrologia credível nem tão pouco uma ciência só porque determina o status de um grupo específico, com base nas datas de nascimento, no qual atribuem o nome de signos.
Os argumentos que me levam a não acreditar na astrologia, entre outros, são os seguintes:

1. Sabe-se que as pessoas concordam com tudo o que fala sobre elas porque têm uma memória selectiva em relação à astrologia, ou seja, como geralmente funciona através da fé, são mais vulneráveis a aceitar os acasos desta enquanto os erros passam-lhes ao lado;

2. Por que é que a data importante é a do nascimento e não a da concepção? Uma mulher que marca ou faz uma cesariana não estará a mudar o destino cósmico do seu filho ou a influenciar a sua personalidade? E o que marca esse momento? Se um parto que demora até 20 horas, o que define o instante exacto? As primeiras contracções, o rebentamento da bolsa, o aparecimento da cabeça do bebé pela vagina (ou corte da cesariana) ou o corte do cordão umbilical?;

3. O sistema zodiacal não se alinha com as estrelas que os astrólogos estudam. Os signos não estão localizados onde os astrólogos afirmam que eles estão. Na verdade, onde os astrólogos dizem que está o signo de Caranguejo, por exemplo, está o signo de Gémeos. Isso tem a ver com o movimento da Precessão dos Equinócios;

4. Devido à mesma Precessão dos Equinócios, os astrólogos ignoram o facto de que a Constelação do Serpentário faz parte do zodíaco, havendo então um total de 13. Quantos meses são? 12, certo?! Esta constelação foi reconhecida pelos antigos Gregos como parte do zodíaco. Ela contém o Sol uma vez por ano (no final de Dezembro) e os planetas em várias outras épocas. Mesmo Ptolomeu, um dos grandes astrólogos da Antiguidade, reconheceu isto. Ainda assim os astrólogos, incluindo Ptolomeu, ignoram o facto;

5. Os astrónomos consideram que a nossa visão dos céus muda com o passar do tempo, já os astrólogos possuem visão fixa e imutável;

6. Os cientistas afirmam que as forças que nos influenciam são as energias: Nuclear fraca; Nuclear forte; Magnética e Gravitacional. Mas nenhuma delas influencia a nossa personalidade, a constituição física ou o nosso futuro;

7. A astrologia moderna ainda está assente sob a teoria Geocêntrica (teoria que foi ultrapassada pela teoria Heliocêntrica); e

8. O surgimento da astrologia deu-se no Egipto ou na Suméria (ainda não há um consenso em relação a este assunto por parte dos historiadores). Os nomes dos signos do zodíaco foram dados porque a configuração das estrelas (que não tinham relação nenhuma entre si, tanto que distam umas das outras por vários milhões de anos luz) se assemelhavam aos Deuses da Antiguidade.

Claro que os astrólogos, por vezes, usam alguns argumentos científicos (ou pseudo-científicos) para explicar as suas práticas. Por exemplo, costumam dizer que, como a Lua provoca as marés na Terra, é razoável acreditar que a força gravitacional de outros corpos celestes, mais pesados, como os planetas nos podem afectar, também. Este argumento é inválido por duas razões, vejamos:

1. A atracção gravitacional de um planeta como Saturno, cuja massa é 90 vezes maior que o nosso planeta, numa pessoa aqui da Terra é igual à atracção gravitacional de um carro a 1,7 metros dessa mesma pessoa. Ainda assim, os astrólogos não parecem interessados na posição dos carros no hora do nascimento de ninguém, ou mesmo se a pessoa nasceu num parque de estacionamento: e

2. Quando os astrólogos dizem que um planeta está numa determinada constelação (signo do Zodíaco), não se referem às estrelas que um observador observa quando sai cá fora à noite. Eles falam sobre uma parte do céu que, uma vez, há 2000 anos, coincidiu com aquela constelação específica. Isto é, devido à precessão do eixo terrestre enquanto a Terra gira. Isto significa que todas as estrelas no céu têm uma posição 24 graus à frente de onde elas estavam 2000 anos atrás, desde que visto por um observador aqui da Terra.

É perfeitamente natural que alguns astrólogos digam que a astrologia não é usada para prever o futuro, e sim para guiar e orientar os seus clientes através de padrões de comportamento, hora de nascimento, etc. Após consulta numa página de revista que trazia a previsão para todos os signos do zodíaco, para o ano de 2010, constatei que a minha era a seguinte: "A nível sentimental é um ano abundante de paixões e no despertar íntimo de várias emoções. É um ano rico, próspero na dádiva de sentimentos e reciprocidade dos mesmos, com fortes probabilidades de encontrar a sua alma gémea." Posto isto, é ou não é fácil deixar cair por terra toda a teia de argumentos, esquecer tudo o que disse antes, porque se torna muito confortável pensar que vai ser assim, e acreditar apenas neste último parágrafo?!?

Nota: Este texto foi baseado, além do meu conhecimento sobre o tema, em vários outros textos encontrados na internet sendo, no entanto, os dados apresentados válidos e facilmente testados através da consulta de obras da especialidade.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Momentos de decisão

Helena corre, apressada, para ir ter com Luís. Este espera-a na esplanada do café onde se conheceram, virada para o mar e para o seu doce sabor salgado! É verão e a temperatura do ar, no final de tarde, está quente e apela ao desejo.

Helena chega, ansiosa e com o ar a escassear nos pulmões, cheia de vontade de dar a notícia a Luís. Cumprimentam-se com um beijo resumido mas quente e apaixonado. Ela começa por dizer-lhe que tinha sido convidada para ir no próximo fim-de-semana a Paris em trabalho e que o poderia levar com ela. Além disso, como o que tinha a fazer apenas ocuparia umas horas, ficariam com o resto do tempo que sobrava para ambos! E ele só que tinha que arranjar uma boa desculpa para poderem sair na 6ª feira ao início da tarde. Mas Luís não achou assim tão boa ideia ou talvez não correspondeu às expectativas de Helena. Por isso, não ficou muito entusiasmado, porque não tinha esse hábito, de fazer a vontade a Helena. Não era a sua natureza! Há coisas que são ou não são e não se mudam apenas pela força da vontade. Ou se é ou não há nada a fazer! Luís disse-lhe que tinha já combinado um jantar da empresa e agora parecia-lhe de mau tom não comparecer e, ainda por cima, ter que inventar uma desculpa por causa de um fim-de-semana quando podiam ter muitos outros.

Helena sentiu o chão tremer! Não fosse o facto de estar sentada na cadeira tinha caído no chão, desamparada e sem ar, como um objecto sem vida! Tudo aquilo que idealizara não passava agora de uma miragem. O entusiasmo, a excitação, o desejo de estarem juntos tinha agora desaparecido como se esvaísse para dentro de um buraco sem fundo. E por tudo o que ele pudesse agora dizer, nenhuma palavra ou frase ia poder apagar aquele momento, substituir aquela tristeza e desilusão! Helena, de tão triste que ficou, resolveu levantar-se e ir-se embora, sem sequer contestar a ambição de Luís ou a insensibilidade dele para com ela! Mas não sem antes lhe dizer que suspeitava estar grávida e tinha planeado contar-lhe isto durante esse mesmo fim-de-semana!

Sábado, por volta das 20:00, o telefone de Luís toca. Era Helena. Ele pergunta-lhe se estava tudo bem e ela responde com um sim reticente… Ele insiste e ela torna a responder da mesma forma, porém, desta vez, terminando a conversa dizendo que quando regressasse conversavam. Luís ficou com sabor amargo na boca e uma estranha sensação na barriga. Ambos sentiram uma espécie de despedida anunciada naquele momento. Como se um ciclo, o das duas vidas conjuntas, estivesse a terminar!

Quando regressou, Helena, disse-lhe que afinal tinha-se enganado e as suspeitas de que estaria grávida não se confirmaram, afinal! Mas, no entanto, toda aquela situação a fez pensar bastante no que queria e não estaria disposta a passar a sua vida com quem não partilha os mesmos gostos, as mesmas conversas e não a preenche em todos os sentidos! Com alguém que, ao acordar todos os dias de manhã, olhe para quem ainda dorme na almofada ao lado, e faça sentir aquele conforto de saber que se ama alguém que também nos ama. Porque quem não a faz sentir, mais que borboletas, furacões incríveis no estômago é porque não se gosta o suficiente! Porque ter alguém que seja tão compatível com ela em todos os aspectos, e mesmo no que não for tornar-se tão bom e incrível, vai, com certeza, muito mais além do simples gostar! Terá que ser um amor que dê prazer aliado a uma empatia natural que não se pede nem exige. Mas tão só, simplesmente, existe!

Isto é uma história de ficção, com personagens fictícias, mas que podia muito bem ser a história de qualquer um de nós. De qualquer pessoa. E mostra como, por vezes, podemos andar iludidos, numa espécie de anestesia permanente aos sentidos e, somente, somos acordados e abalados por uma situação de choque emocional! E é esse choque que nos faz pensar, reflectir, sobre o que queremos para a nossa vida e com querermos passá-la. Vivê-la! Sermos felizes nela e termos a capacidade e a percepção de fazermos as melhores escolhas sobre quem queremos ter a nosso lado. Porque uma má escolha pode facilmente levar-nos a passar uma boa parte da nossa vida infelizes!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Para além do cheiro e do toque....o som!



Todos os sentidos são essenciais e devemos estar atentos a eles e experimentá-los a todos.....

Stay with me... let's just breath






Respirar é muito importante!
Eu diria vital até! eh
Analisar a forma como está a nossa respiração é muito revelador.

Perfume de Mulher

Há certas coisas que, por muito que queiramos não lembrar, boas ou más, acabam sempre por ir parar à nossa cabeça. Lembranças do passado, mais ou menos completas, que nos remetem para um determinado acontecimento ou pessoa em particular! Mas há uma lembrança em concreto que eu não consigo nunca esquecer... O cheiro...

O cheiro é um complexo de substâncias químicas que o cérebro percebe, identifica e guarda para sempre. Não há melhor arquivo para uma emoção, do que a relação com um cheiro específico. Uma mulher cheirosa embriaga-me e altera-me completamente os sentidos. Fico rendido ao seu charme. Não há nada mais sedutor que uma mulher que aplica um bom e cheiroso creme hidratante no corpo todo depois do banho, um “Victoria’s Secret” por exemplo, usa um condicionador especial no cabelo, creme hidratante nas mãos e para terminar com chave de ouro, um perfume maravilhoso no pescoço e pulsos, ou até no próprio cabelo...

E, realmente, há cheiros que nunca se esquecem. Ou, a cada cheiro, atribuímos um rosto ou uma personagem. Os aromas chegam pelo nariz, tocam directamente o coração e, alguns deles, fixam-se na lembrança para sempre. Ainda hoje, quando sinto um determinado aroma no ar, sou capaz de virar o pescoço, inconscientemente, só para me certificar se é ou não aquela mulher. Assim, de cabeça, lembro-me de uma boa meia dúzia de perfumes que nunca mais irei esquecer, talvez porque quem os usou também foi importante para mim! Recordo-me até de um episódio da minha vida em que eu estava tão apaixonado e decidido em conquistar uma miúda da minha escola que era capaz de encontrá-la só pelo cheiro... e que cheiro... vi poucas mulheres tão cheirosas quanto ela... só de me lembrar, até consigo sentir o doce perfume sedutor e sensual do “Perfume Classique”, de Jean Paul Gaultier, a invadir-me os pulmões...

O cheiro, na verdade, diz muito a respeito da mulher e é um factor muito importante na conquista... é uma óptima maneira de chamar a atenção... o cheiro, nós nunca o esquecemos.... Um perfume forte, por exemplo, é tão invasivo quanto falar muito alto... E, actualmente, por muito que eu não queira e tente lutar contra isso, há um cheiro que não me sai da cabeça! Daqueles cheiros de mulher, mesmo! A quem ninguém consegue ficar indiferente. Daqueles perfumes não recomendados a taquicardíacos. Um cheiro doce e leve que me faz voar e me transporta para o azul do céu! Tento imaginar esse rosto, essa mulher a usar esse mesmo perfume e deixo-me levitar nessa sensação! E que sinta o seu cheirinho particular quem chegar bem pertinho...

Mas, apesar destes aromas todos, muito inebriantes, provocadores e sensuais, sem dúvida, sabem qual é o cheiro que um homem mais gosta? Cheiro de tesão, cheiro de sexo! Quando as hormonas o libertam podemos nem o sentir, nem o conseguir cheirar, mas os nossos corpos sentem-no e entendem que quando esse cheiro surge no ar, algo de maravilhoso está para acontecer...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O que eu quero e gosto e o que eu não quero nem gosto num homem/relação LISTINHA 1

Neste momento da minha vida preciso elaborar esta listinha…

GOSTO:

- cavalheirismo
Não confundir cavalheirismo com o fazer as coisas por achar que a mulher é incompetente. Sim, gosto que me abram a porta, que me paguem o café, mas porque quer ser simpático, atencioso e tratar-me de forma especial.
No entanto confesso que tenho um bocado a mania da independência e como não estou muito acostumada com este tratamento, por vezes é culpa minha não permitir que me façam estes mimos. Mas habituo-me rapidamente e até já começo por instinto a esperar que me abram a porta. eh

-desejada
Sentir que me deseja e que por vezes bastar um olhar, um simples beijo ou um simples roçar para o excitar.Comigo funciona!
Sentir que me deseja ao ponto de querer estar comigo em momentos pouco propícios ou locais menos apropriados…

-independência
Haver projectos em conjunto, de partilha, de equipa… mas cada um ser UM SER manter a sua individualidade e independência. Cada um ter o seu projecto de vida individual, que não depende do outro. Correndo o risco de haver um momento em que cada um segue o seu caminho….ou não!


NÃO GOSTO:

-responsabilidade/controlo/dependência
Não quero nem gosto de sentir a responsabilidade das coisas que têm que ser feitas e tratadas nos meus ombros, sentir esse peso nas minhas costas.
Sentir que se não for eu a lembrar e lembrar as coisas que eu não tenho oportunidade para fazer demoram eternidades a aparecerem feitas.Detesto ter que controlar a agenda do homem para certificar-me que essas coisas são tratadas e não ficam para o dia de “S.Nunca à tarde”.
Tudo isto porque quero sentir que se um dia eu deixar de existir não fica tudo um caos. Tudo continua a fluir e funcionar. Falo daquelas coisas básicas tipo controlar o orçamento familiar, marcar consultas, compras, etc.

....e para já tenho a dizer apenas isto.

Conforme me for lembrando vou construindo a minha lista do que gosto e quero e do que não quero nem gosto....

Contudo acrescento já um pormenor muito importante:
Há alturas da vida em que precisamos que certas características que se evidenciem mais e se acentuem mais do que noutras alturas.
Sabendo sempre que ninguém tem todas as características que se gosta, ninguém é perfeito…
Tem é que haver vontade de querer continuar a partilha e conseguir comunicar ao outro o que se precisa, quer, o que se pretende da vida!
Cabendo sempre ao outro decidir ser consegue e quer evidenciar essas características e se quer continuar a fazer parte da minha vida ou alterar a sua forma de participação nela.
Mas reforço a ideia do seguinte…ninguém consegue adivinhar o que vai no nosso pensamento, por isso convém sermos bem claros, explicitos e dizermos o que queremos e gostamos e o que não queremos e não gostamos. Para além disto é preciso dar tempo e espaço....para cada um conseguir ou não ajustar-se...

A esta listinha aplica-se as seguintes palavras “nem sempre, nem nunca” em quantidade q.b., porque variar é sempre bom!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O "querido" ou "queridinho"

Confesso que o blogue tem andando um pouco abandonado, facto pelo qual me penitencio imediatamente, mas espero, agora mais assiduamente, colocar aqui mensagens sobre os mais variados temas.

Hoje, gostaria de falar duma categoria de homens, aqueles que são um amor, pessoas fantásticas mas que não fazem o clique, a que as mulheres gostam de chamar de querido ou, de forma mais carinhosa ou cínica, queridinho! Não falo dos amigos de longa data, da amizade livre de intenções ou interesses, mas daquele amigo que se mantém numa espécie de standby, alguém a quem podem sempre recorrer numa emergência.

Eu, confesso, sinto-me muitas vezes incluído, ainda que involuntariamente, e com grande irritação, diga-se, nessa categoria. O queridinho está sempre presente nos momentos mais complicados ou difíceis. Nas zangas com o namorado ou marido, depois de ter sido abandonada pelo amante, nos programas que mais ninguém deseja fazer, para não passear sozinha no Shopping ou simplesmente para a mimar e massajar o ego ferido! Quem cai dentro desta categoria, uma vez, dificilmente sairá. Porque vão haver sempre momentos desses em que se é chamado tipo bombeiro ou corpo de intervenção para proteger a mulher ferida ou magoada das catástrofes. E quando se chega a esse grau de intimidade é porque não houve capacidade ou competência para se tornar namorado ou algo parecido.

O queridinho é aquele que nunca dirá que a mulher está gorda, e até se oferece para fazer jogging com ela, passa horas a conversar, ainda que ela só diga disparates, porque ela se sente deprimida e com vontade de dizer mal de tudo e de todos, que diz que ela está linda e elegante, ainda que não o seja minimamente, ou pode até acompanhá-la ao cabeleireiro. É sempre aquela pessoa a quem ela vai recorrer para levantar a auto-estima. Frases como: “És um homem perfeito, aquele com quem eu casaria, mas não dá, não há chama.”; “És o sonho de qualquer mulher e conseguirás ter a que quiseres mas eu só te vejo como amigo!”; e “És perfeito para mim, casava-me contigo amanhã só que… chegaste tarde demais!”

Mas ser chamado dessa forma é uma escolha pessoal, embora por vezes distraidamente, porque o amor cega, porque só depende do próprio continuar ou permanecer nessa condição de queridinho! Mas e quanto às mulheres, gostam de facilitar? Não creio, não me parece! Para elas será sempre mais confortável, e cómodo, ter um destes queridinhos, sempre disponível onde, com um simples estalar dos dedos, ele imediatamente apareça para limpar as lágrimas. Alguém por quem se sintam apenas atraídas ou as faça sentir vivas e desejadas, porque não o são em casa, ou com o namorado, mas que não passa disso mesmo! É cruel para nós mas é gostoso para vocês! Fazem-nos ficar dentro do jogo onde nos vão mudando de posição, como se fossemos peões, jogando e driblando com o nosso interesse! Fazem-nos viver na ilusão, sempre à espera de um dia que nunca vai chegar!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

"Não olhe pelo retrovisor porque o que está à frente dificilmente será igual ao que ficou lá atrás."

Ontem fui ao cinema.
Parti-me a rir! Já não me ria assim......soube bem!!

A primeira vez que passou esta frase
"Não olhe pelo retrovisor porque o que está à frente dificilmente será igual ao que ficou lá atrás."
no ecran gigante e com letras gigantescas....chamou-me logo a atenção, mas só na última vez que ela passou antes do inicio do filme é que a apontei no telemóvel.

Gostei....da frase, do filme e do desligar do cérebro....

Há que saborear o momento, relaxar, não complicar, não planear....deixar fluir.



E se possivel ....dançar....!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O homem 501

O último fim-de-semana, onde andei às compras, permitiu-me verificar algumas situações que me provocam ainda uma certa comichão na cabeça. Falo das calças de ganga. Estou de acordo de que estas se tenham generalizado e sejam actualmente mais um acessório de classe, intemporal na moda, do que propriamente uma roupa de trabalho, objectivo com que foram criada. Mas dá-me dó ver na triste figura em que se tornaram algumas dessas calças, hoje em dia.

Felizmente ainda existem pessoas de bom gosto em Portugal. E alguém que usa uma boa calça de ganga, e quando digo boa, não me refiro à marca mas sim ao desenho, ao corte tradicional e não algumas aberrações que circulam por aí, é certamente uma pessoa com muito bom gosto. Eu acredito na simbologia e no que representa a calça de ganga. E, como homem, sou fiel à mesma marca e ao mesmo modelo há mais de 17 anos. Levi’s 501! Todas as minhas calças, com as suas cores gastas, com excepção de um par, são 501. Mais ou menos azul, mais ou menos lavada ou rasgada, é, sem dúvida, a melhor calça de ganga alguma vez feita. Ainda hoje guardo, religiosamente, porque tenho a sorte e o privilégio de ainda me servirem, o meu primeiro par. Estas calças quase que têm um poder sobrenatural, são intemporais e não precisam de grandes actualizações. Aliás, em minha opinião, os modelos mais antigos são até os melhores. Só alinho nesta equipa e tudo o resto é para mim dispensável.


Faz-me confusão ver a quantidade de pessoas, no caso, para o que me interessa, homens, que usa calças de ganga dos mais variados feitios. Com um corte a fugir para a calça clássica, de bolsos laterais ou com lavagens absolutamente duvidosas são três exemplos de calças de ganga estranhas para mim mas aquela que, sem dúvida, me deixa mais perplexo é a calça de ganga com vincos! Como é possível?!? É deturpar completamente o conceito da calça de ganga! Para mim é lavar, secar e vestir! Não há cá ferro de engomar nem dobras perfeitas. Calça de ganga é para vestir dessa forma, meia desalinhada. O que não percebo, também, é o desejo pelas calças de cinta descida ou muito descida, neste caso mais usadas pelas mulheres. Se quem as compra depois se preocupa em estar sempre a puxar a calça para cima, com receio que o fio dental fique à mostra, porque as compra inicialmente? Acho horrível e nada, nada sensual! E, já agora, o que dizer daqueles que usam as calças pelo meio do rabo, com os boxers em imagem de fundo?! Pergunto: Mas alguém achará esse estilo interessante? Umas 501 nunca se permitiriam a essas figuras. Um homem das 501 não precisa de ser um homem sofisticado, ter um bom carro ou saber do último bar da moda, mas é alguém que sabe combinar a sua calça com o casual, com uma simples t-shirt e um casaco de ganga, cabedal ou qualquer outro exterior, para o dia-a-dia, ou rondar o mais clássico, combinando com um blazer e umas sapatilhas na perfeição, para uma saída à noite, com um bom gosto que nunca passa de moda e só um homem elegante o sabe fazer. É um homem que acredita que o requinte e a modernidade podem andar juntos e serem seus aliados. Há pormenores que marcam o estilo e as 501 estão para os homens como uma carteira ou uns sapatos estão para uma mulher. Entrarem num local ou avançar numa rua com estes acessórios faz toda a diferença, a segurança ou a confiança atingem o auge, a imagem sai beneficiada e percebe-se que quem os traz ganha imediatamente outra postura, outro estilo!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Make a diference!

Porque têm as pessoas dificuldade em aceitar o que é diferente??... e parece que se sentem felizes ao criticar os outros??
O ego assim fica empolado é?

Depois há os que parece que fazem por serem diferentes e gostam de evidenciar isso, mas têm dificuldade em aceitar as diferenças dos outros!!
Não há coerência....

A diferença é boa, saudável, dá saúde e faz-nos crescer a todos!!!!


Senão esta sociedade cada vez se torna mais uma seca constituída por uma cambada de sonâmbulos, zombies.... que vão todos em manada.

As nossas diferenças são o que nos fazem ser especiais.....ou não!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Integral ou não?!

Demorei, mas aqui estou eu a debruçar-me sobre o assunto.

Ora bem...é assim...

Tenho a dizer o que a minha opinião/resposta a este assunto se resume a 3 palavras.....e são elas:
1- depende
2- sempre
3- nunca

Depende
Pois... obviamente que depende da quantidade de "penugem" que o homem possui e dos sítios onde abundam!

Sempre
É uma palavra que não gosto de usar.

Nunca
Também é uma palavra que não gosto de usar.

Logo às vezes é bom! Mas sempre tendo em consideração as condicionantes do depende.
Não esquecer que também há a opção de aparar!

Agora sendo mais especifica, a ideia é que a dita penugem não atrapalhe e se meta onde não é muito agradável.
Assim sendo, acho completamente dispensável remover pêlos de determinados sítios como peito, pernas, axilas, etc, ou seja, acho que o sofrimento não é necessário.

Por falar em sofrimento....aproveitei para nestes dias aprofundar o assunto e perguntei à minha esteticista a opinião dela sobre remover os ditos pêlos aos homens.

Ehehehe... ainda me ri imenso com ela!!!

Sim, porque parece que é cena é digna disso!

1ª parece que os casados passam o tempo todo a falar da mulher, dos filhos e a rodar a aliança;
2º quando chega ao momento de colocar a cera na zona que faz ligação entre o pénis e os testículos....."eles agarram-se a ela (pila) como nunca!" (palavras da minha amiga esteticista)

Parece que os homens que fazem depilação nos genitais também o fazem nos dedos dos pés e alguns nas costas.
Já os homens que fazem nas pernas também o fazem no peito, mas para estes normalmente o motivo é a prática de desporto.


Gostaria apenas de referir que o local onde faço depilação é um local muito discreto e agradável. Local onde até ganhei uma amiga, a minha estaticista ... das poucas mulheres com quem mantenho conversas interessantes.
Quando lá vou muito raramente vejo os(as) outros(as) clientes e nem as nossas conversas podem ser escutadas por terceiros....uma das razões principais que me levou a escolhê-lo.

E já agora....e para as mulheres depilação integral ou não?!?

A minha opinião mantém-se.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Depilação masculina - Sim ou não?

Se há um assunto que actualmente me provoca “dores de cabeça” é este. A depilação masculina! Esta, relativamente, nova obsessão que os homens e, também, ou sobretudo, as mulheres têm com os pelos é algo que me intriga profundamente. Por muito esforço que faça, ainda não consegui compreender esta evolução masculina.



Num desportista ou numa qualquer fisioterapia ainda compreendo que o façam porque torna-se bem mais agradável receber a massagem. Mas, tirando mais um ou outro caso não percebo este sinal de empatia com o mundo feminino. E aquilo que começou com uma simples depilação peitoral depressa se alastrou, como uma espécie de herpes, ao resto do corpo. São as pernas, as axilas, as virilhas, os genitais… hoje em dia, já só escapa mesmo a barba e o cabelo. Eu, enquanto homem, obviamente, gosto de uma mulher (bem) depilada. Primeiro, porque os meus pelos são muito egocêntricos e não gostam de concorrência quando fricciono o meu corpo no de uma mulher. Segundo, película cultivada com relva, a minha é-me mais do suficiente. Logicamente que quero e procuro contornos de pele bem mais macios e aveludados, como é o toque feminino. Agora, colocando-me no lugar da mulher, passa-se o inverso, claro! Julgo eu. Ou estarei enganado? Mas é minha convicção de que, assim como nós homens procuramos o nosso oposto, também elas, mulheres, procuram nos homens aquele toque mais áspero, pedregoso e masculino em oposição à sua pele de pêssego suave e agradável. Como é que as mulheres gostam dos homens e querem que eles sejam? Para mim um homem será sempre um homem com todos os seus pelos no peito e barba rija.

Mas e se esse homem não parar de evoluir? Porque alguns já se tornaram autênticas mulheres e, em alguns casos, eles até já têm mais cremes do que elas na casa de banho. E, provavelmente, elas até já lhes pedem conselhos de beleza… Será que uma mulher gosta mesmo de um homem que perceba mais de cremes de rosto ou anti-idade do que ela ou aquela velha máxima de que os homens querem-se é porcos e a cheirar a cavalo, ainda se mantém?

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Seduzir ou seduzido/a? - Continuação

Vamos lá ver, a respeito da mensagem anterior, parecem haver ainda algumas dúvidas em relação àquilo que eu acho que é a opinião ou, pelo menos, a minha opinião enquanto homem.

Nós não nos importamos que sejam as mulheres a tomar a iniciativa! Ponto! Aliás, garanto que nós também gostamos que nos mimem e massajem o ego. Não fere o nosso orgulho nem tão pouco nos sentimos inferiorizados com isso. Por vezes, em algumas situações, até agradecemos. Pois, pela nossa própria condição, porque somos tímidos ou não sabemos muito bem como abordar determinada mulher, ou pela mulher em questão, porque pode parecer mais ou menos acessível às nossas abordagens, enfim, variadíssimos são exemplos que poderia aqui expor, pode ser mais confortável. E se isso acontecer, não vamos pensar que essa mulher, só porque tomou a iniciativa, é isto ou aquilo ou poderá servir para umas coisas e não para outras! Imaginando que poderá gerar controvérsia o que afirmo, acho que esse é um juízo que as próprias mulheres fazem em relação ao seu género. Mas, no entanto, admito que possam haver, alguns e não a maioria de, homens que não gostem dessa abordagem ou desse tipo de mulheres e sejam resistentes à mudança.

Outro ponto importante parece-me o facto de haver tendência para generalizar as situações. Afirmei que era necessário um equilíbrio, sim. Mas esse equilíbrio varia de situação para situação. Ou de caso para caso. Não se deve generalizar. Da mesma forma que não se deve afirmar que esse tipo de mulheres assusta os homens. A mim, numa determinada situação, assustou. Mas foi um caso único e específico. A outro homem, essa mesma situação, podia passar completamente ao lado e ser uma situação perfeitamente normal. Ou vice-versa, uma qualquer situação que tenha acontecido a outro homem, comigo, podia ser normalíssima. Depende da situação, em si mesma, e dos intervenientes ou até do próprio estado emocional no momento.

Eu, pessoalmente, acho que as mulheres devem aprender a desligar o “complicómetro”, sim! Devem soltar-se e libertar-se, sem receios. E correr riscos, porque não?... só dessa forma poderão ser mais livres. Será benéfico para ambos, homens e mulheres, mas será, sobretudo, bem melhor para elas. Acredito que é um grande dilema viverem condicionadas por esse “aparelhinho” que nem elas próprias sabem muito bem como funciona. Para nós, homens, por regra, as coisas são bem mais simples e práticas.

Resumindo, o homem, por natureza, gosta de seduzir e conquistar. Mas também está a aprender a ser conquistado. E o interesse dele vai ser sempre proporcional à resistência da mulher. Até um ponto (o tal de equilíbrio)! Aí, se ela for demasiado difícil, perde-se o interesse e parte-se para outra. Simples quanto isso! A mulher, por natureza, gosta de ser seduzida e conquistada. Mas também está a aprender a conquistar. Logicamente, esta evolução é geracional e pode haver choques e resistências entre elas. Já agora um conselho: Há um ditado que diz que um homem conquista-se pela boca. Eu actualizo-o e digo que conquista-se pela boca… e pela cama!

Nota: No comentário desta mensagem a Angel afirmou que “os homens preferem uma mulher vulnerável e com pouca capacidade de argumentação.” Posso afirmar que, no que me diz respeito, aprecio, sem qualquer sombra de dúvida, uma mulher que me desafie intelectualmente e seja capaz de debater com convicção e sabedoria os meus argumentos. Qualquer homem inteligente terá esta mesma opinião. Quem não a tiver então não é minimamente inteligente e aí merece uma mulher à sua altura!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Equilibrio?!

Pois...lá está!
Ah e tal... é fixe uma gaja que goste de seduzir e não ser apenas seduzida....mas assusta!

Qual é o ponto de equilibrio?!?

No final é melhor a gaja se manter no seu papel de seduzida .... "o sabor da caça é sempre mais saboroso no final", não correr riscos.
Isto porque a maioria dos gajos são resistentes à mudança!


Para quê desligar o complicómetro?!?!
Ou só interessa que se desligue para certas e determinadas coisas?
Para quê dar o "salto psicológico"?

É só letra...!
Blablablablablablablablablablabla

Só mais uma coisa...
Porque não haver 3 tipos de gajos???
1- predador
2- caçador
3- seduzido/sedutor

O sedutor/seduzido é simplesmente um gajo que sabe seduzir e gosta de o fazer, e também gosta e quer ser seduzido...mas não por qualquer gaja que lhe caia no colo!
Será que vale a pena?
Porque não?

Eu não tenho medo de receber "não"....mas não é fácil!

Seduzir ou seduzido/a?

Ora aqui está um tema interessante levantado pela Gaja.

Nos dias que correm é, cada vez mais, frequente ver uma mulher com um papel bastante activo no meio onde está inserida, isso já não é novidade! No entanto, ao que às relações diz respeito, as “funções” da mulher têm tido uma evolução e, simultaneamente, na maioria das situações, uma agradável surpresa.

Até há algum tempo atrás, a iniciativa cabia sempre ao homem. Este é que tinha a obrigação de cortejar a mulher. Tinha de a conquistar e seduzir. Ela, por sua vez, ainda que estivesse, também, desejosa por ele, tinha que fazer o seu papel de mulher. Era uma obrigação, estava instituído que era assim! Uma série de iniciativas e rituais tais como cartas de amor, muitas das vezes às escondidas, serenatas, ramos de flores e caixas de bombons aconteciam com um único objectivo. O de conquistar a amada mas, sobretudo, convencer a família e, principalmente, o pai de que as intenções eram as melhores e que se era o melhor partido para a filha em questão.

Felizmente, em minha opinião, hoje em dia, quase, já não é assim. E digo quase porque, como em quase tudo, passo a redundância, há sempre quem tente resistir à mudança. Já não há mais aquele comportamento estereotipado tipo baile de fim-de-semana onde no canto estão as mulheres, aguardando ansiosamente que o homem as venha desencalhar para a dança. Não! Hoje em dia são elas próprias que tomam a iniciativa de os irem buscar para “dançar”. A mulher, actualmente, de forma mais ou menos natural, gosta de jogar o seu charme e sedução. Quer seja para um flirt ou para algo mais sério! Não sei se isso tem algum nome mas, em minha opinião, não é o que torna as mulheres fácies. Aliás, o que é isso de mulheres fácies? Ou melhor, pondo a questão de outra forma, quais são as difíceis? Serão aquelas, mais conservadoras, que continuam à espera que os homens tomem a iniciativa para tudo e elas vão-se fazendo de, mais ou menos, desentendidas, até que eles, cansados e sem mais paciência para as “frescuras” delas, as mandam passear, aí, elas já deixam de ser assim tão difíceis e correm atrás do prejuízo, e é se querem?… Creio que não existem mulheres fáceis ou difíceis, ou pelo menos não as devemos catalogar dessa forma, mas existem sim aquelas que conseguiram descomplexar, dar o salto psicológico e quebrar o estigma da educação, dos costumes. São mulheres mais atrevidas, na sua maioria, muito seguras e que demonstram grande confiança em si mesmas, nas suas capacidades, sem receio dos preconceitos ou de levar um não. Não que elas tenham deixado de gostar de serem conquistadas e seduzidas… não me parece! Mas não se importam de assumir o papel de conquistadoras, de caçadoras em vez da caça.

Quanto à questão levantada, se é deste tipo de mulheres que os homens gostam? Depende… é necessário haver um equilíbrio. Ou, pelo menos, as duas peças têm de encaixar muito bem, sem forçar ou partir. Da mesma forma que uma mulher não gosta de um homem bota-de-elástico, um homem também não gosta daquela mulher que parece ser demasiado directa. Ok, admitindo que pode até ser bom no início da abordagem, ainda que não o seja, o homem gosta sempre de se sentir um pouco o caçador. De que é ele quem comanda a acção. Levanta-lhe o ego! Não há volta a dar… E se a mulher for demasiado directa e acutilante, pode afastar-se ou criar uma parede. Não significa que a vá catalogar do que quer que seja. Mas, de certa forma, sente a sua masculinidade ameaçada. Confesso que isso já aconteceu comigo. Não tanto pela abordagem em si mesma mas pelo facto de ter vindo de quem eu não esperava. Lá está, a ideia pré-concebida que eu tinha dessa mulher surpreendeu-me e não soube reagir da melhor maneira. Talvez houvesse até um pouco imaturidade. Não sei se foi por receio ou porque me senti assustado, ou sequer senti a minha masculinidade abalada, mas, talvez, porque as expectativas que criei à volta dela me traíram. Ou melhor, condicionaram-me as acções e intenções. Por muito difícil que seja para um homem admitir isto, o que é certo é que, acontece com mais frequência do que se possa imaginar. Mas, claro, também aqui temos de distinguir dois tipos de homens. O homem que aceita tudo o que lhe aparece. Oferecido ou não, não interessa! Se lhe cai à frente não perde uma oportunidade e refeições grátis não as desperdiça. E, ainda assim, no final sente-se o maior garanhão e tenta-se enganar a ele mesmo. Porque sabe que, no fundo, saiu-lhe foi o bilhete na rifa. O outro tipo de homem é o homem que não aceita ofertas. Sejam elas quais forem! É por natureza mais calmo e misterioso e, também, o que desperta maior interesse nas mulheres. Por mais tentadoras que possam ser, ele escolhe a sua presa e tem de lutar por ela, esquecendo todas as outras, porque, ainda que não a consiga apanhar, o sabor da caça é-lhe sempre mais saboroso no final.

Acho que mesmo não se deixem limitar por preconceitos, comportamentos politicamente correctos ou regras da nossa sociedade a maior parte das mulheres sentir-se-ão sempre mais confortáveis no papel de seduzidas e conquistadas e os homens no de galanteadores e conquistadores.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Fada do lar versus Príncipe encantado

Ora finalmente…

Se calhar não reparaste, mas deste seguimento exactamente ao que eu estava a dizer sobre as “gajas fáceis” mas da tua perspectiva ou seja perspectiva de gajo.
Para começar o que dizes pode-se aplicar à generalidade das mulheres, mas como em tudo…há excepções à regra!(é sempre bom relembrar)

Da mesma forma que colocas a questão do príncipe encantado o mesmo se aplica às “gajas fáceis” ou o oposto que são as “fadas do lar”.

Coloco a seguinte questão:
Porque é que os gajos ficam sedentos de desejo de estar com as “gajas fáceis”, mas essas … para casar nem pensar!?!
Será porque preferem a segurança de terem como companheira a “fada do lar”?!
Quem diz casar diz para ser companheira, porque não sou da opinião que seja possível assinar um contrato quando se tratam de sentimentos!

É o oposto em relação às mulheres e aos príncipes encantados, pois é!
Eu gosto (e falo apenas e só em meu nome) de um homem que seja sincero nos seus sentimentos e não me tenha como certa.
Um amor sem sentimentos de posse, um amor que me dê liberdade para ser!
Ser quem sou sem medos nem preconceitos.


Mas antes disso….”fada do lar”?! “Gaja fácil”?!.....afinal o que são??

Fada do lar: gaja que racionaliza o sexo com receio de ser considerada “gaja fácil” ou porque tem que passar a ferro e manter a casa tipo revista, gaja que não arrisca, não rompe com preconceitos, mantém-se nos eixos e faz o que lhe é socialmente suposto fazer, age de acordo com o protocolo social…no seu papel de esposa, mãe, filha.
Será que elas existem porque não sabem que podem ser de outra forma? Agir de outra forma?
Ou porque é mais fácil ser assim? Não se sentem criticadas? Criticadas principalmente pelas outras mulheres!!
E os gajos … porque as preferem? É mais seguro, mais fácil viver com uma gaja assim?

Gaja fácil: sem problemas de consciênca, livre de preconceitos, fiel aos seus sentimentos, solta, sabe o que quer, persistente, criativa, institiva, intuitiva….no seu papel de mulher, mãe, filha.
Há gajos que dizem que as preferem…mas no fundo no fundo não é nada fácil para eles, porque elas dão trabalho, cansam…mas quem “anda por gosto não cansa”,certo?!

Que tal mudar de país???!!!
Ou no mínimo viajar! Conhecer outras realidades, outros preconceitos, outros protocolos sociais…..e cada um escolhe a realidade em que quer viver e acima de tudo com a qual se sente bem!
Porque nos haveremos de limitar ao pouco que conhecemos!?! Afinal vivemos numa “aldeia global”, certo??
Ninguém precisa de saber as regras pelas quais nos regemos, se é que precisamos de definir regras sequer! Descrição....

E já agora…o homem também é um ser estranho…não?!

Porque é que as gajas/gajos têm a mania de quererem domar o outro??

Que tal gostar/amar o outro por aquilo que ele(a) é sem querer transformar nenhuma das partes em “fadas do lar”, príncipes encantados, “gajas fáceis” ou menino mau?!

Tenho uma sugestão:
Que tal substituir o “a” pelo “o” em “fada do lar?!?!?!?!
(Substituir apenas o 1º "a"!)

"Já agora vale a pena pensar nisto"....questionem-se....ou então não!!

Príncipe encantado ou menino mau?

Muito se tem falado ultimamente sobre a violência doméstica e, obviamente, eu a censuro em todos os sentidos. Infelizmente temos assistido até, nos últimos dias, a casos mais mediatizados e violentos. Nada justifica tais atitudes!!!
No entanto, estes episódios mais recentes, fizeram-me lembrar uma outra situação que diz respeito ao facto de as mulheres viverem a sonhar com o príncipe encantado mas preferirem sempre o “bad boy” (eu chamar-lhe-ei menino mau). Passo a explicar…
Porque é que as mulheres, embora a maioria o negue, sonham e querem um príncipe encantado, que as trate bem, mas depois, na hora da escolha, “fogem” com o menino mau? Esta pergunta, provavelmente, já deve ter sido feita imensas vezes e com respostas variadíssimas. A Mulher é um ser estranho e penso que nem mesmo ela deve saber porque o faz ou porque é que isso acontece...

Descrevo o menino mau como sendo o gajo que se está perfeitamente nas tintas para o que as gajas pensam ou sentem, um pára-quedista com alma de pássaro que aparece repentinamente e parte corações porque não se quer prender a ninguém. Estes homens são o que as mulheres desejam porque lhes dão pica e emoção. São o perigo, a luta pela conquista e o orgulho por terem sido a gaja que conseguiu domar o rebelde. Embora dificilmente o consigam fazer, e sabendo que se podem magoar, as mulheres vivem esse desejo, pela aventura, pelo desafio que representa, querendo exibir o prémio, uma espécie de troféu, pelo facto de terem conseguido caçar um “gajo selvagem”. Até porque esse gajo que lhes vira as costas sem dar a mínima explicação e parte o coração, é sempre muito mais interessante que o príncipe encantado que as ama e trata bem. E mesmo esse que as magoa terá sempre um lugar no cantinho do baú das recordações delas. Como li num outro blogue, “… gostam mais do fulano que as engravidou e não apareceu no dia do aborto, nem quis saber, do que do fulano que está disposto a tratar da criança como se fosse dele.”
O menino mau é honesto, não tem necessidade de mentir, e a mulher sabe com o que pode ou não contar. Mesmo as poucas mulheres que os conseguem domar sabem que nunca o conseguirão na totalidade porque o espírito selvagem continua lá. Sabem que, dificilmente, serão os homens com quem devam casar e só se magoa quem não o ouve e se ilude com o prémio.

Por outro lado, o príncipe encantado é o homem que todas as mulheres querem ter. Alguém que as ama e trata bem, o tipo romântico, que oferece flores, as leva a jantar a sítios bonitos e as faz sentir especiais. Deixam um bilhete, com uma flor, na almofada a dizer qualquer coisa como “És o Sol que brilha para mim todos os dias…” e lhes levam o pequeno-almoço à cama depois de uma noite de amor. São também os que as apoiam e demonstram o carinho que elas tanto precisam quando estão em baixo ou deprimidas e a quem elas recorrem quando precisam que as encham de mimos ou, ainda, lhes levantam e massajam o ego quando o menino mau as magoa. São uns queridos que todas elas querem manter em “Standby” assim como uma espécie de recurso, emergência, na eventualidade de falharem todas as outras abordagens. Um porto seguro a quem poderão sempre recorrer. Porque os príncipes encantados serão sempre príncipes e, como tal, poderão sempre esperar por elas.

Eu acho que as mulheres gostam da aventura, embora de maneira diferente dos homens, das relações e sentem-se atraídas pelo risco que isso pode proporcionar. Para elas, alguém interessante será sempre o tipo misterioso que não lhes dá a mínima importância e não o gajo que as leva ao cinema a ver uma comédia romântica. E mesmo que escolham o príncipe encantado, o menino mau que as magoou continuará sempre com o nome gravado no seu coração. Quem sabe se um dia ele não mudará e reaparecerá de novo…

Resposta da Gaja aqui