quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O que fazer?

“Pior do que a dúvida, só o silêncio e a inacção.
Tomar uma decisão nunca é fácil, principalmente se dela depende o rumo da nossa vida. E quando somos confrontados com esse tipo de situações, aí, nessas alturas, é que entramos numa espiral mental e emocional que alterna incessantemente entre o acreditar e desacreditar. O que fazer nestas alturas?

Principalmente, devemos parar!

Depois, devemos tentar encontrar mais informação sobre as opções de forma a eliminarmos, tanto quanto possível a hesitação, para, finalmente, agirmos firmemente.
O 2 de Paus vem dizer aos Leões que está na hora de agir, pois, enquanto não tomarem aquelas decisões, que têm vindo a adiar, uma certa tristeza irá persistir, desgastando-os cada vez mais.

O seu coração está apertado e cada vez mais ansioso pela libertação, então que tal parar de se esconder? O truque de ocupar todo o nosso tempo para não pensar nos assuntos incómodos é muito antigo e raramente dá certo, pois, mais cedo ou mais tarde, as questões por rever voltam sempre à superfície. Como é que vai ser? Vai quebrar o padrão habitual?”

Esta mensagem foi-me enviada por uma amiga que, ao ler o seu signo, me pediu a opinião, acerca de uma determinada situação! E, apesar de não sermos do mesmo signo, já que ela é Leão, pude facilmente perceber, transportar esse mesmo dilema dela e encaixá-lo na minha própria vida. Não apenas para a vida privada, porque não quero abordar aqui, agora ou neste momento, esse tema, mas, de certa forma, para o que ainda não decidi fazer em relação ao blogue:

• Encerrá-lo de uma vez;
• Convencer a actual gaja a continuar a escrever nele;
• Continuar a escrevê-lo sozinho;
• Arranjar nova parceira; ou
• Abrir um outro com uma nova identidade, onde ninguém me conheça ou saiba quem sou!

Assim sendo, e pelo facto de ainda não ter uma decisão tomada, continuarei, por aqui, a pensar!...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Arriscar o amor...

"Arriscar-se é perder o pé por algum tempo. Não se arriscar é perder a vida..." Disse uma vez, Sören Kierkegaard.


Esta frase pode servir de inspiração para muitas coisas: para convidar aquela pessoa especial para sair; para telefonar a alguém porque apenas existe uma vontade indisfarçável de ouvir a voz dela; para mudar de emprego, de cidade ou até de país; ter-se a coragem para fazer uma declaração de amor ou simplesmente dizer “Gosto de ti”; e, ou até, de mudar de amor, para um novo amor!

É ao ler e, simultaneamente, pensar nesta frase que emerge uma vontade maior, um desejo que nasce e ganha corpo, ganha a força, e a firmeza de ânimo, para ir em frente. Para não ficar parado e avançar sem receios! Uma vontade de amar sofregamente porque, muito mais do que dúvidas, aquilo que me perturba é o medo de sofrer, ou em algum momento, o medo de ser amado e não ter capacidade de amar… Mas sem experimentar não há como acabar com estas dúvidas…

Todos os esforços parecem-me, hoje, inúteis, na tentativa de não sentir as emoções, porque, mesmo contra a nossa vontade, mesmo que queiramos destruir o amor, a vida será sempre um risco… não há como fugir dessa realidade genuína!

“Vale sempre a pena experimentar o amor. Feliz ou infeliz, o amor revela ao homem a verdade da sua essência e «empurra-o para a frente»”, relembra o filósofo. Claro que o medo de sofrer, como uma fantasia que habita o imaginário, está, permanentemente, lá. Principalmente, por mais estranha que nos possa parecer, depois de nos terem feito um assalto ao coração, quando a opção seja de rejeitar o amor! É um abismo de incompreensão que não nos permite aceitar e acaba por nos criar uma espécie de censura afectiva!

Ainda que não seja possível conciliar o quotidiano e o eterno, não vou desistir de mim mesmo, não vou desistir do que desejo, não vou desistir dos meus sonhos! Porque nesta vida tu podes até não me pertencer, mas, na história da eternidade, ficarás ao meu lado! Esta seria sempre, sem dúvida, uma excelente frase para um final de uma qualquer história de amor! Porque, as histórias de amor nem sempre acabem bem…

Nota: esta mensagem retrata muitas realidades! Um amor platónico, um amor impossível, um amor complicado e enviesado, o medo de se amar alguém, o medo da perda, enfim, talvez, o querer sempre encontrar uma garantia para os actos!
Mas é, sobretudo, uma reflexão sobre um dos temas que mais prazer me dá ler, reflectir ou escrever; o amor! E, terá sido, talvez, a última mensagem publicada aqui. Porque a Gaja, decisão que respeito, optou por se afastar do blogue, não sei se fará sentido continuar, a solo, num espaço que foi pensado para o debate de ideias, da contradição ou da controvérsia entre os dois sexos. Os próximos dias servirão, seguramente, para reflectir e tomar uma decisão quanto ao futuro deste espaço.

Até lá, sejam felizes…

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Afinal, as mulheres também olham...

Na passada semana li, num estudo americano, que 80% das mulheres, quando olha para um homem, repara primeiro no queixo e na boca!!! Vá-se lá saber porquê… por acaso, algumas das meninas leitoras se importa de me explicar esta curiosa conclusão???

Além disso, estudos realizados noutros países mostram que as mulheres gostam de olhar, ou prender o olhar, para os homens (nem que seja apenas para avaliar o rapazinho) tanto, ou mais, quanto os homens! E esta, hein?!?? Digam agora que não olham nada, minhas senhoras, digam…

No entanto, talvez, a defesa delas, para dizerem que não olham, seja porque é muito mais difícil “apanhar” uma mulher pregada num homem do que a situação inversa, Mas, então, por que é que é tão fácil “apanhar” um homem pasmado, como aqui a gaja do blogue se referiu, uma vez, numa mensagem que publicou?

Bem, a resposta além de surpreendente até é simples: segundo alguns cientistas a mulher tem um campo visual maior do que o homem (está explicado, igualmente, o fenómeno das montras e das roupas!), pois, ao que parece, deve-se ao facto de homens e mulheres terem tido, e continuarem a ter, formas diferentes de evoluir se adaptarem ao meio. Enquanto a função do homem, além de afastar a concorrência, era de caçar e proteger a família, a da mulher era cuidar das crianças.

Tudo leva a crer que, para a mulher, o mais importante era mesmo ter uma grande visão periférica, tipo 16:9, que permitisse que ela soubesse mais facilmente tudo o que se passava à sua volta. Sobretudo com os filhos. Para o homem, e eis o que me interessa, era muito mais importante ter uma visão do tipo "túnel" que fazia com que ele visse, com toda a clareza, coisas muito distantes. Hummm… desconfio desta teoria!

No entanto, este vídeo mostra precisamente o contrário! Que as mulheres olham! À descarada e não é nada, nada, para o queixo, muito menos para a região periférica ou concentrando-se apenas no queixo!!!


E agora, senhoras? Em que é que ficamos? Em quem é que hei-de acreditar???

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Masturbação feminina


Ao contrário daquilo que acontece com a masturbação masculina, praticada com a maior naturalidade pelos rapazes desde muito cedo, a masturbação feminina é, ainda, cercada de mistérios e preconceitos que impedem essa prática de ter a naturalidade necessária.

Considero que a masturbação feminina pode ser uma arte porque não é igual à masculina, facilmente estimulada pelas imagens eróticas. As mulheres, por sua vez, não são tão visuais como os homens, logo, é bastante difícil a imagem de um homem nu levá-las ao orgasmo.

A masturbação é um meio eficiente de conhecimento do próprio corpo, não vicia e não causa transtornos mentais como se pensava antigamente. Ao praticá-la, uma mulher pode desvendar "caminhos e rotas" que a levem ao prazer e isso será de grande valor na relação sexual no sentido de facilitar a acção dos parceiros naquilo que lhe dá ou não prazer.

Vencidos os preconceitos sobre a masturbação, a mulher, actualmente, tem acesso a uma indústria de objectos eróticos, desde vibradores de todos os tamanhos e formas, gel e roupa especial, com o único objectivo de dar prazer, sendo que não são tão poucas quanto isso as mulheres que relatam terem conseguido o seu primeiro orgasmo através desses objectos.

Mas existem outras alternativas. No chuveiro, durante o banho é uma excelente maneira da mulher se masturbar, bem como o travesseiro no meio das pernas. As técnicas são muitas e a escolha de uma ou de outra depende da disposição de cada mulher. O problema consiste, na maior parte das vezes, em vencer os preconceitos e começar a tocar-se, algo que, não raramente, incompreensivelmente, muitas mulheres só descobrem depois dos 30 anos.

Porém, mais importante do que as técnicas e métodos para se masturbar, é a mudança de pensamento no sentido de romper tabus que ainda persistem em se afirmarem na nossa sociedade, como por exemplo, o tabu de que as mulheres se devem preservar para um possível companheiro, de que o sexo não é algo importante para elas, mas sim, a relação, o sentimento, o casamento sendo que a mulher se deve manter "casta" até ao aparecimento do seu "príncipe encantado". O vínculo do prazer associado a um só parceiro e, dessa forma, condicionado, é algo que ainda está institucionalizado. É uma armadilha em que, infelizmente muitas mulheres caem, negando a si mesmas o que os homens fazem há anos, sem enlouquecer, sem adoecer e sem perder a sua "respeitabilidade".

Masturbação não causa frigidez, não leva à homossexualidade nem à loucura. Pode ser feita a sós, a dois, a três, com ou sem o uso de objectos, mas com muita fantasia.

Depois disto desejo que tenham, mulheres, muitos e bons orgasmos!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Como estimular devidamente o clítoris?

Este é um tema sobre o qual não me canso, nunca, de falar! Sexualidade!

É recorrente e cada vez mais ouço mulheres a falarem-me e a queixarem-se deste “mal”! Apesar de já bastante “espancado”, este assunto, ainda parece haver uma grande percentagem de homens que não percebem as mulheres! Ou, melhor, não percebem como funciona a sexualidade das mulheres. Pois bem, mulheres, podem contar com a ajuda aqui do Gajo para que sejam cada vez mais, e melhor, amadas, satisfeitas sexualmente!

Existem, infelizmente, ainda muitos homens que depreciam, ou pior, desvalorizam o poder do órgão maravilhoso que é o clítoris. Sem lhe dar grande importância, talvez, erradamente, pensando mais no seu próprio prazer, passam quase instantaneamente para a penetração, esquecendo-se que a mulher precisa de muito mais tempo de excitação e preliminares para atingir esse estado desejado.

Uma pergunta que todos os homens deveriam colocar a si mesmos era esta: para quê chegar logo ao final “do livro” se até lá existem tantas páginas de história para explorar e tanto prazer para dar e receber?!??

Conheço duas formas de estimular o clítoris, uma directa e outra indirecta. A estimulação directa é aquela que se faz com a boca, os lábios, a língua ou com a mão, enquanto que a indirecta é aquela que se realiza durante o sexo com a penetração.

O meu conselho é de que invistam, tanto quanto puderem, nos preliminares, nas brincadeiras, na troca de experiências agradáveis e podem acreditar que é um belo estimulante! Garanto-vos que estes “jogos de prazer” irão deixar a vossa companheira louca de prazer e com vontade de muito mais... talvez, até, bem louca ao ponto de se soltar e deixá-lo louco de prazer também. E não será maravilhoso, isso?!??

Admitindo, no entanto, que não saiba, sequer, onde se localiza o dito cujo clítoris da sua parceira, não se preocupe com isso. Eu sugiro o seguinte:

1 - Pergunte! Ou explore um bocadinho...vai perceber logo onde é!

2 - A lubrificação é, antes de se atirar ao clítoris, o segredo do sucesso! Convém certificar-se de que a sua parceira se encontra devidamente lubrificada e, para tal, utilize preliminares que envolvam o corpo todo, beijando muito, sem limites, tocando e acariciando outras zonas erógenas, tais como os seios, por exemplo. Mordiscar ou lamber os mamilos é obrigatório assim como beijar ardentemente o pescoço, os ombros, a barriga, passar a língua no umbigo, ou seja, apalpar o "terreno" como entender e ir descobrindo, deliciosamente, todas as reacções da sua companheira!

3 - Se estimular o clítoris manualmente, convém que o faça de forma decidida, no entanto, sem nunca perder a delicadeza e nunca com muita força. Convém lembrar que o clítoris é extremamente sensível ao toque, sendo que algumas mulheres não gostam de ser tocadas directamente no clítoris sem estarem devidamente excitadas. Para tal, pode começar por prestar mais atenção à zona circundante, prosseguindo depois para a estimulação directa. Sempre suavemente, até perceber que ela quer mais... e com mais estimulação.

4 - A estimulação do clítoris, prolongada por demasiado tempo ou demasiado directa, pode causar dor após algum tempo, principalmente se não for suave o suficiente no toque. Seja gentil. Sempre! Elas vão adorar.

5 – Pode, e deve, utilizar a boca, os lábios e língua para estimular o clítoris (Cunnilingus), fazendo movimentos circulares, suaves e ritmados. Pode ainda, com a boca, criar um ligeiro vácuo na zona de prazer da sua parceira estimulando-o depois com a língua. A verdade é que muitas mulheres consideram, mesmo, esta, a melhor forma de atingir prazer numa estimulação clitórica.

Estas são as minhas dicas, agora... passem à acção!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Que comecem a cair números de telefone...

Estou parvo para a minha vida!!!

Que eu já sabia que as mulheres eram seres esquisitos… bem, isso já sabia! Que eu já sabia que as mulheres se deixam conquistar pelos argumentos mais absurdos… bem, isso já eu sabia! Que eu já sabia que as mulheres se enganam nas suas escolhas (já abordei este tema aqui), na cruzada para encontrar o seu príncipe, e que depois, numa total inversão do episódio encantado, se transforma num sapo horrível e pegajoso… bem, isso eu também já sabia!

O que eu não sabia era que, de acordo com este estudo do "The Washington Post", as mulheres estão mais dispostas, inclinadas a aceitar os avanços, em admitir a sedução, de um homem, ainda que de aparência mediana, pelo simples facto de estarem a ouvir uma música romântica! Ou seja, a música infuencia a forma como as mulheres vão reagir a um engate!!!

Resumidamente, as mulheres em questão, pensando que estariam a participar num estudo com um objectivo diferente, eram levadas para uma sala e ouviam uma música. Após este momento, aquelas que tinham ouvido a música, quando tentadas seduzir, sempre pelo mesmo homem, atendiam o pedido deste e davam-lhe o número de telefone, esperando que este o usasse!...

Sem mais comentários!!!

Eu, fazendo fé neste estudo, deixo aqui a minha música romântica ficando à espera de que comecem a cair no meu email números de telefone de mulheres que estejam favoráveis à ideia de que alguém as seduza! :-PPP

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Dor de Corno


Quem é que nunca sentiu a chamada “dor de corno”? Quem é que nunca amou, esteve apaixonado(a) ou simplesmente desejou apenas outra pessoa que estaria, naquele momento, indisponível para uma nova ou terceira pessoa?!??
Pois bem, vamos lá ver se consigo explicar isto de forma a não parecer demasiado desinquieto… para mim, “dor de corno”, é qualquer coisa parecida com isto:

Querer!
Desejar!
Estar a sentir-lhe o cheiro sem, sequer, a estar ver!
Imaginar momentos intensos, quentes, com ela. Sensações nunca antes vividas, experienciadas.
Imaginá-la nos braços...
...de outra pessoa!!!
A dar-lhe tudo o que eu sempre quis ter!
A receber o que eu tanto anseio por dar!
Sentir uma raiva de cão! Furiosa! Quase com as veias do pescoço e rebentar!!!
Desejá-la mais e mais ainda!
Descontrolar-me por não ser minha!
Excitar-me por não ser minha e ter ainda mais intenção de a ter por não me pertencer!
Ela sentir-se valorizada por não ser minha e fazer questão de demonstrar isso!
Sufocar pelo dia...
Agoniar pela hora...
Ansiar pelo momento em que todo o sexo praticado com ela será mais do que fabuloso!
Será refulgente!!!
Será transcendental ao ponto de me fazer sentir sair fora do próprio corpo!!!
Sentir-me supremo!
Sentir-me roubado! Usurpado, pelo seu corpo ser marcado e tocado por outro! Roubado nos beijos e abraços!
Sentir uma vontade furiosa de “violar-lhe” o corpo que, entretanto, é de outro! Possuir-lhe, esfomeado, todas as partes do físico!
E pensar em ser brilhante quando fizer amor com ela!!!!!

Alguém tem uma definição melhor?

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Viver é...



Ao longo dos últimos meses tenho vivido a vida de forma muito intensa! Em quase todos os aspectos. Sempre fui bastante animado, alegre e espontâneo mas, raramente, estava satisfeito, sempre achei que podia tudo, que poderia ter mais, e até que era invencível, ou, talvez, imortal. Simultaneamente, sempre convivi com algumas dúvidas acerca da minha capacidade, porque achei que não conseguiria realizar certas tarefas ou atingir determinados objectivos propostos. Tinha a necessidade constante de ouvir, que me convencessem de que eu era capaz em vez de me olhar ao espelho e afirmar: vou lá, quero ver até onde consigo chegar. Quero ver os meus sonhos tornados realidade! No entanto, e porque precisava do resultado na mesma hora, a ansiedade por vezes não me deixava seguir e simplesmente desistia.

Porque gosto de aprender, e tenho aprendido imenso com algumas pessoas, principalmente com uma que eu muito amo e admiro, mas, infelizmente, me vejo privado de a ter, que me fez olhar a vida com um novo e renovado olhar que agora não consigo, nem quero, “apagar”, e me fez voltar a ser aquele menino invencível, deixando a vida me levar (como nesta canção do Zeca Pagodinho), mas sem perder a esperança, porque essa é realmente a última a morrer. Não deixei de sonhar, de imaginar e projectar realidades futuras. Não! Contudo, por vezes, esqueço-me de todo o meu potencial, de tudo o que sei realmente sei, gosto e preciso de fazer. Hoje, além de mais organizado e perfeccionista, tenho mais atitude e elevei o nível de auto-confiança a níveis nunca antes atingidos!

Hoje, é assim que eu tento viver…

Viver é inventar a cada novo dia. É desconhecer por completo a arrogância. É exalar a energia pura, positiva. Fazer poemas de amor!!! Devolver sorrisos… Acreditar, sempre, que o bem vence o mal e ser da paz. Enfeitar o coração com paixões! Ter um amor no coração!!! Conquistar amigos e ser-lhes sempre leal e fiel. É transformar a dor em alegria. É inspirar justiça. Viver é correr atrás dos sonhos, da inspiração, dos projectos! Procurar o entendimento das coisas. Agradecer, sempre, tudo o que recebemos! Procurar o que nos faz bem, aos outros também e não deixar, nunca, nada por lhes dizer ou fazer! É beijar, muito, na boca com toda a intensidade e fogo! É amar imenso!!! Pintar o mundo com as cores que me apetecer. Estar sempre jovem! Viver é ser sempre verdadeiro. É redescobrir as coisas belas da vida, lembrando que o sorriso é o idioma universal. Ouvir músicas que acalmem ou aqueçam a alma. Desacelerar e aproveitar o tempo, cada pequeno momento de prazer. Convém não esquecer: o final não existe. Tudo é um eterno recomeço! Viver é simplesmente... ver a vida com a alma o coração.

Acima de tudo, não adiar os momentos mais felizes da minha vida!

Obrigado, meu anjo, por teres aparecido!!! Certamente, além de mim, também o céu deve estar a sentir a tua falta… e muito!!!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Carjacking


Pois é, desta vez fui eu a vítima! Ou, pelo menos, fui vítima de tentativa de carjacking, já que o propósito não foi concretizado. O que aconteceu, e onde aconteceu, para quem conhece o local, foi que, na variante que faz a ligação entre o mercado abastecedor e a rotunda das Areias, de acesso ao IC 29, na cidade do Porto, numa das passadeiras, eu tive que parar para deixar passar uma criança que estava no separador central! Ora, ao fazê-lo, fui surpreendido por uns quantos, penso que 4 ou 5 indivíduos, ainda adolescentes, de cara tapada e objectos na mão, cuja natureza dos mesmos não consegui identificar, a saírem do meio dos arbustos para me tentarem assaltar!!! Obviamente, a tal criança fazia parte do esquema...

Felizmente, foram mal sucedidos nas suas intenções por duas razões:
1º - Porque tinha acabado de ir abastecer o carro momentos antes, ao sair da bomba, como tive que parar o carro na berma para guardar a carteira, tive o instinto de trancar as portas o que impediu que tivessem conseguido abrir a do ocupante, já que ainda conseguiram puxar pelo manípulo;
2º - Por sorte, ou talvez não, no momento em que parei o carro na passadeira ia pegar no telemóvel que estava em cima do banco do ocupante e esse mesmo gesto permitiu-me aperceber, imediatamente, o instante em que os meliantes saíram do "esconderijo" pois, senão, se estivesse a olhar para a frente ou para o lado oposto era desagradavelmente confrontado, cercado e limitado nas possibilidades de reacção!
Só tive tempo de arrancar e virar o guiador para não atropelar a criança que estava à frente do carro, ainda na passadeira...

Não valeu para o susto, como devem imaginar, e, por muito que ouçamos falar, pensámos sempre que só acontece aos outros e nós estamos isentos destas situações. Mas não estamos!!! Quando menos esperamos elas surgem-nos e podem atingir-nos, de forma violenta, sem aviso ou pedir licença.

Como, mesmo nos episódios mais tristes, há sempre um pouco de humor, eis chegado o momento de o contar. Ora, após o acontecimento, dirigi-me de imediato à esquadra da Polícia para informar do sucedido e fazerem deslocar ao locar um carro patrulha. Contei o que tinha sucedido e no final diz-me o polícia com toda a calma:
- Eu não conheço o local. Não quer ligar para o 112?
Como?!?? Ora, vejamos, então eu vou à esquadra, que fica a poucos quilómetros do local, para informar a Polícia dum crime que estava, naquele momento, a decorrer e eu é que ainda tinha de ligar para o 112, que tem um atendimento centralizado em Lisboa, para explicar toda a situação a alguém que nunca tinha ouvido falar, sequer, das Areias?!?? E foi mesmo isso que aconteceu…
Cena digna de um filme do Woody Allen, só tenho que agradecer ao polícia pela amabilidade que teve ao marcar 112, no telefone da esquadra, porque, entretanto, eu tinha ficado sem bateria no meu telemóvel, e ter ficado com cara de parvo a olhar para mim enquanto eu falava com o assistente a explicar-lhe o que, e onde, aconteceu!!!

Deixo-vos dois conselhos para o futuro: andem sempre, sempre, de portas trancadas, no carro; e, quando tiverem que parar, principalmente à noite, num semáforo ou passadeira, tentem não se alhearem demasiado do espaço que vos rodeia!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Os motivos da ausência

Caros leitores e amigos,

Não pretendendo esquivar-me à justeza, ou exactidão, nos motivos que justificam a minha ausência, nem sei bem muito bem por onde começar... porque, na realidade, não há apenas UMA razão para ter "abandonado" o blogue! Há todo um conjunto de pequeninos, e mais ou menos importantes, motivos que se conjuraram para que esta situação se verifique! Daí não poder culpá-los individualmente: as atribulações do dia-a-dia; alterações e acumulação de funções no emprego que levaram a um aumento de trabalho; os treinos das várias modalidades que pratico; falta de vontade ou de inspiração para escrever o que quer que fosse; as várias solicitações que a minha vida privada me proporciona e, em último, mas não menos importante, a minha longa jornada diária de conversação com uma pessoa indispensável, marcante na minha vida, simplesmente porque adoro, todos os dias, falar com tal pestinha!

Não sei...talvez me falte(ou), sobretudo, paciência ou pachorra! E daí o meu pedido de desculpas aos poucos (mas bons) que nos visitam!

Para terminar gostaria de dizer que quando estiver um pouco melhor, mais solto ou “desamarrado” a algumas situações, volto para este pequenino local de refúgio. Até lá, um beijinho grande a todos!

"O silêncio também fala, fala e muito!
O silêncio pode falar mesmo quando as palavras falham."

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Consultora de moda

Bem, eu não sou de colocar aqui, neste blogue, porque tenho outro mais apropriado ou dedicado, este tipo de mensagens. Mas, como este blogue não "vive" apenas de assuntos sérios, e é bom quebrar um pouco a rotinha, melhor ainda se for com humor, não resisti a partilhar este vídeo!

O melhor é mesmo não fazer qualquer comentário, verem-no até ao fim e... rirem, talvez?!??


Aprenderam qualquer coisa sobre moda?!?? Eis a próxima futura estilista Portuguesa de sucesso internacional. Uma "Fashion advisory" made in S. Pedro da Cova...

Mulheres convencidas

A propósito desta mensagem da Gaja, lembrei-me de escrever sobre um assunto igualmente interessante ou que se poderá colocar ao mesmo nível de reparo ou crítica…

Existem algumas mulheres, poucas, felizmente, que por serem muito bonitas, lindas, charmosas, elegantes, enfim, sedutoras, pensam também que conseguem “tudo” dos homens. Ou, pelo menos, quase “tudo” que lhes interessa. E, neste “tudo”, fiquemo-nos apenas pelas realidades ou situações normais. São o que eu chamo de mulheres convencidas!

Quantas mulheres já não usaram o seu sorriso para escapar à multa de estacionamento? O decote para impressionar o chefe? Ou a minissaia simplesmente quando querem atrair as atenções de alguém? A questão aqui prende-se com o facto de algumas mulheres, com estas características, acima enunciadas, sentirem-se com toda a “autoridade”, seja para alcançarem os mais diversos objectivos, ou, para, apenas por diversão, poderem impressionar e seduzir os homens! Vou apenas focar-me nas que o fazem por diversão, que gostam de impressionar, porque lhes faz bem ao ego, por exemplo! Por vezes basta um olhar, um sorriso roubado para percebermos que uma mulher está a seduzir! A maneira como olha, como arranja a franja ou a mecha do cabelo, o modo como movimenta as mãos ou arranja o decote são sinais de que quer chamar a atenção de um homem. E uma mulher, verdadeiramente sedutora, dificilmente falha o alvo e não consegue chamar a atenção, diga-se, infelizmente… e quando se certificam que conseguiram ter os olhares desejados mudam de estratégia e passam à apatia como se essa pessoa nem sequer estivesse presente! Assim, como quem tira o chupa ao menino depois deste lhe provar o sabor adocicado com algumas lambidelas ao ego! E é ver estes homens, engodo fácil, caírem na cantilena e irem directos à armadilha montada, sentindo-se, no entanto, os maiores conquistadores! Quando, na realidade, eles é que são a presa fácil, fácil! Estas mulheres adoram fazer isto. Gostam de se testar e de testarem os homens. Para depois os repelirem porque a maior parte deles não lhes consegue despertar, sequer, o mínimo interesse, suficiente, para que elas permitam o que quer que seja além de uma simples tentativa de abordagem. E estas brincadeiras servem para se sentirem, constantemente, vivas, desejadas ou poderosas lá no alto dos seus saltos altos.

Claro que há excepções e alguns homens, felizmente, não capitulam! Adoptam uma posição firme, de desinteresse, de indiferença, até! Ser “imune” a essa beleza, manter uma postura de indiferença, é, na maior parte dos casos, a melhor atitude a tomar. Embora, de igual forma, a mais difícil de concretizar. Não há nada que irrite mais uma mulher do que a indiferença de um homem aos seus encantos! Nada!!! Quer dizer, na realidade até há… o interesse deste, noutra mulher! Porque estas mulheres, as convencidas, não estão habituadas a levar um não! A não serem admiradas a qualquer momento, a não receberem piropos ou elogios de qualquer homem. Por muito que digam que não ou tentem contrariar este pensamento, o que gostam mesmo é de receber este tipo de mimos! Principalmente do “alvo” escolhido. E quando não recebem esse feedback é como se fosse um desafio à sua beleza e à sua capacidade de sedução. O que significa uma enorme ferida no ego.

Além destas mulheres convencidas existem ainda as atrevidas. Aconteceu-me uma vez, numa famosa discoteca “In” do Porto, algo insólito. Estava acompanhado por uns amigos, na pista, a dançar, e ao lado um grupo de mulheres interessantes. Obviamente que olhares e sorrisos, dos dois lados, iam-se cruzando ao sabor da música. O curioso, vá-se lá saber porquê, é que de repente uma delas, talvez para se destacar dentre as amigas, que estava de lado para mim, e que eu até estava a achar bastante interessante, literalmente, apalpou-me o rabo com a maior naturalidade!?!! Eu, perante uma situação daquelas, obviamente, não me deixei intimidar ou embandeirar e, com o meu melhor sorriso cínico, perguntei-lhe se tinha cara de banco de jardim! Ela fez-se de desentendida e voltei a perguntar se ela achava que eu era propriedade pública onde poderia mexer e tocar à vontadinha?!?? Fez um sorriso amarelo e perguntou se eu não tinha gostado?! “Não!” - Foi a minha resposta, crua e seca! - “Não gostei nem um pouco!” Escusado será dizer que, perante as amigas, passou uma enorme vergonha e, depois de pedir desculpa, nunca mais lhe pus a vista em cima. Há mulheres que precisam mesmo de levar uns nãos! Muitos nãos, aliás!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Homens Pasmados


Há uma categoria de homens que todas as mulheres (e homens minimamente atentos) conhecem, e que eu designo de “homens pasmados”. Este tipo de homem é aquele que faz de tudo para ver um “rabo de saia” mais perto, não quer perder um único pormenor que seja aquando da sua passagem. Quando uma mulher linda, bonitinha, assim-assim ou a fugir para o feiota (não interessa) passa por ele, este estica o pescoço, roda a cabeça, desloca-se para mais perto dela, enfim, vale tudo menos perder oportunidade de olhar. Homens destes têm acidentes de viação por pasmarem pela jeitosa que está a passar ao lado, atrasam o passo para que a mulher passe à sua frente e assim poder admirá-la melhor, esperam à porta de uma loja (quando já iam entrar e entretanto a vêem ao longe) só para poderem vê-la passar, pára de conversar com o amigo do lado para babar um bocadinho e logo depois retomar a conversa. Os homens pasmados também podem ser conhecidos da mulher em questão, ligam-lhes tarde e a más horas para fazer perguntas desnecessárias e descontextualizadas, ou para fazerem convites para ir ver o concerto do Quim Barreiros, nunca se apercebendo muito bem que elas não estão para aí viradas.

Agora o que eu não sabia era que existiam homens pasmados pelo mundo dos blogues, ou seja, homens que procuram, numa tentativa absurda e a roçar o patético, uma conquista passageira com quem passar bons e fugazes momentos. Que eu tenha conhecimento há sites específicos para este tipo de conquistas, dos quais não constam blogues. Meninas, contem-me lá, costumam receber emails de outros bloggers a dizer que gostaram muito do vosso post e que por isso gostariam de vos adicionar ao MSN para trocarem “opiniões”, ou ainda emails que dizem nada mais do que um simples e singelo “bom dia” ou “boa, noite, dorme bem”. Isto soa-me a desespero! E para além disso quem é que perante um email de “bom dia” se encanta e fica com curiosidade para ir mais além? Qualquer rapariga que se preze percebe imediatamente a tentativa de “cantada barata” como dizem os Brasileiros, tal é a evidência do pouco esforço empregue na mesma.

Contem-me lá as vossas experiências com rapazes (e raparigas, se houver) que têm um blogue por motivos que colocam a paixão pela escrita como última prioridade.

terça-feira, 30 de março de 2010

“E se...?”

Devido a alguns problemas de ordem pessoal, que se têm reflectido na falta de inspiração e vontade de escrever, tenho “falhado” na publicação de mensagens de opinião, finalidade a que me propus com a criação deste blogue. Desde já, apresento as minhas desculpas aos leitores e, porque estão, espero, “resolvidos” esses problemas que me têm impossibilitado de publicar, pretendo voltar a fazê-lo com mais regularidade.


"Do whatever is necessary to find happiness in your life, because it happens just once in a lifetime - if you're lucky!"

Este, "As Pontes de Madison County", é um daqueles filmes a que ninguém fica indiferente. Simples, sem efeitos especiais mas com uma história de vida, um enredo e, sobretudo, duas interpretações de dois “assombros” do cinema como Meryl Streep e Clint Eastwood. Foi o que preencheu grande parte da minha tarde de domingo, num destes fins-de-semana, tarde essa vacilante entre o frio, a chuva, o sol ou o céu azul.

E, de facto, ao ver este filme magnífico, é praticamente impossível não sentir, aplicada à nossa vida, a pergunta “E se...?”.

Todos nós devemos ter, se não mais, pelo menos um “E se..?” pelo qual nos interrogámos. E se eu tivesse dito àquela rapariga que gostava dela?! E se eu tivesse feito aquela viagem? E se eu tivesse tido a coragem para beijar aquela mulher? E se eu tivesse arriscado um pouco mais na vida? Todos estes “E ses” são dúvidas que nos acompanharão para o resto da vida, agarrando-se ao corpo como uma medusa. Quando pensamos que já não estão lá, a ardência encarnado leva-nos à sua presença.

A frase transcrita em cima, é da personagem Francesca... uma personagem que me fez lembrar a Rita, desta mensagem da Gaja, uma mulher “calma e tranquila, sem grandes problemas, discussões ou sobressaltos, no entanto ela estava a precisar de vivenciar emoções mais fortes, dignas das sensações provocadas por uma descida de rafting”... que um certo dia conhece, à semelhança do Manuel, um fotógrafo que lhe despertou uma trovoada de novas sensações, fascinantes, estrondosas que a fizeram sentir viva, apaixonada e que, sem dúvida, abalou o seu mundo, levando-a a questionar toda a sua vida afectiva e o seu relacionamento! Ela, Francesca, é uma mulher que não quis ficar agarrada ao “E se” e consentiu-se, deu-se ao prazer de viver um grande amor! Um amor que sabia ter de o viver, sem pensar em mais nada. Nem em ninguém! Nem tão pouco no amanhã e nas suas consequências! Não insistiu em não aceitar o que já estava escolhido. Sabia que não podia esquecer aquele momento. Aquele amor. Porque ninguém esquece só porque lhe apetece, ou porque deveria ser assim. E viveu-o enquanto pôde. Enquanto lhe foi permitido, naqueles dias que passaram a correr.

Ao contrário da Rita e do Manuel, estas duas personagens de ficção, que bem podiam ser reais, qualquer um de nós, aliás, encontraram e viveram um grande amor! Talvez o verdadeiro amor, até! Não o simples gostar, o hábito de uma vida ou a acomodação de uma relação. Mas o amor que torna tudo mais mágico, bonito e verdadeiro! O que dá, sem dúvida, um novo sentido à vida. Não importa as circunstâncias em que ele desperta. Pode surgir de onde nunca esperamos ou quando menos contámos. O importante é reconhecê-lo quando nos aparece! Quando nos toca! Quando nos faz sentir bem e pensar que vale a pena! Quando questionámos tudo por esse amor!

Ainda que ela não tenha escolhido ficar com ele, porque o podia ter feito, não mais o deixou de amar até ao fim da sua vida. Porque o nome dele agitava a sua memória com a cadência do ritmo do respirar. Ele estava em cada sentido dela. Sempre presente. Ainda que ela o negasse, sempre que fechava os olhos, ele continuava lá, nela. E continuava a pensar e a desejar a intemporalidade dos beijos dele. Porque ele continuava lá, no respirar dela. No último respirar, no último suspiro, foi por ele que suspirou. Ainda que ela o negasse...

... de todo o filme, de todas as frases e de todas as cenas, a que mais me marcou foi sem dúvida esta em que eles ficaram durante bastante tempo abraçados. E ele murmurou-lhe:

«Só tenho uma coisa a dizer, apenas uma; nunca voltarei a dizê-la a ninguém, e peço-te que te lembres dela: num universo de ambiguidades, este tipo de certezas só existe uma vez, e nunca mais, não importa quantas vidas se vivam.»

in "As Pontes de Madison County"

E, já agora, quanto a vós, pela vossa experiência, pelo conhecimento que têm da vossa personalidade, se surgisse uma situação destas, ou caso tenha já acontecido, o que acham que fariam? Viveriam o momento, o amor, com todas as consequências resultantes de tal escolha, ou ficariam eternamente a pensar no "E se..."?

quinta-feira, 25 de março de 2010

Quem brinca com fogo queima-se

Muitas vezes damos por nós a elaborar um sem número de características, vícios ou hábitos que o Outro tem e que nos desencantam completamente. Eles não diferem muito de pessoa para pessoa, vai desde o uso da meia branca nas ocasiões mais formais, à falta de hábitos de higiene, passando pela ausência total de cavalheirismo. Todos os defeitos que possamos encontrar tendem a diminuir o interesse que alguém nos havia despertado. No entanto penso que nada se compara ao turn-off com que uma amiga minha se viu confrontada.

A Rita namorava há 4 anos com um homem bastante interessante. Ele era inteligente, possuía um excelente sentido de humor, era globalmente considerado o típico bom rapaz, gostava imenso dela e tudo fazia para a agradar. A vida dela ao lado dele era calma e tranquila, sem grandes problemas, discussões ou sobressaltos, no entanto (e como nós nunca estamos satisfeitas com o que temos) ela estava a precisar de vivenciar emoções mais fortes, dignas das sensações provocadas por uma descida de rafting. Um certo dia conheceu o Manuel, estavam os dois a trabalhar na mesma escola (eram ambos professores). Ela achou-o atraente e sedutor logo ao primeiro olhar, ele era alto, moreno e de olhos verdes (um clássico, fica sempre bem na história), mas o que ela mais gostava nele era a sua capacidade de a deixar sem resposta. Ela considerava o Manuel ao nível da sua inteligência na medida em que aprendia imensas coisas com ele, debatiam os assuntos com uma outra profundidade quando comparado com outras pessoas e ainda lhe acrescentavam uma dose de boa-disposição. É claro que perante este cenário, a Rita andava completamente fascinada, com a descoberta diária e com as sensações que o Manuel lhe despertava. Colocou tudo em causa, pensou em terminar o namoro e ele (que também namorava) pensou igualmente em terminar a sua relação.

Tudo corria relativamente bem, estavam a conhecer-se e a descobrir todo um conjunto de compatibilidades fantásticas que tornavam o dia de amanhã muito mais sorridente e animador. Até que um dia o Manuel começou, e sem que tivessem chegado a qualquer tipo de contacto físico ou que houvesse abertura para tal ousadia, a insinuar umas preferências sexuais muito particulares. Ele revelou a Rita que ficava fascinado com a possibilidade de ela se vestir de homem, ele de mulher e que tivessem relações sexuais a desempenhar os papéis sexuais desses mesmos géneros (acho que me faço entender). Escusado será dizer que foi um “balde de água fria” para Rita. Como é possível ter-se enganado tanto, colocado tudo em causa por uma pessoa que está tão longe da realidade que ela idealizou. E se inicialmente tentou minimizar a importância dessa proposta, sinais típicos dos momentos de paixão que nos tornam menos racionais, mais tarde começou a ficar demasiado desnorteada para conseguir ultrapassar a situação, dada a insistência do Manuel. Reparem que ele não queria beijá-la, não queria abraçá-la e não queria fazer amor com ela. Ele simplesmente queria realizar uma fantasia muito pouco ortodoxa e encontrou na Rita uma mulher que ele julgava capaz de a cumprir.

Negar participar num capricho fetichista do Manuel não era para Rita suficientemente marcante para deixar de se sentir usada. Não se sentia confortável com as mudanças que o Manuel trouxe para si e para a sua vida, quando na realidade este se revelou um perfeito desconhecido. Então marcou um encontro com ele para tomar café após três semanas sem se falarem por mensagem sequer. Disse-lhe que estava de acordo, que iria realizar esta sua fantasia, para ele a esperar dentro do carro dele (nada de motéis) na próxima sexta-feira num local conhecido de ambos. A indumentária teria de ser a seguinte: lingerie vermelha de renda, com um top preto rendado e com uma minissaia de Lycra. Com a depilação feita na perfeição, unhas pintadas e com uma cabeleira loira muito comprida. No dia marcado lá estava ele, qual travesti em dia de carnaval e nada de sinais da Rita. Eu adorei a imaginação dela e vocês o que é que fariam?

sexta-feira, 19 de março de 2010

Dia do Pai

Hoje é dia do pai… e hesitei, até ao momento em que comecei a escrever, se haveria ou não de colocar aqui uma mensagem sobre este dia.

Arrebato-me nestas frases, para poder escrever-te um pouco da minha saudade, pai. Relatar a falta que sinto da sua presença física.

A minha vida passa normalmente, mas muita coisa mudou, desde a tua partida. Em demasiadas situações, tive vontade de fugir, quis correr, percorrer a distância infinita que nos separa só para me refugiar nos teus braços… e de cada vez que o tentava, a impotência tomava conta de mim e aninhava-me no vazio que me consumia a alma.

Quantas vezes, quantas noites perdidas, no silêncio do meu quarto, eu sentia a tua presença, que mesmo ausente, se fazia sentir, presente, dentro de mim. E, como num filme, as cenas da história da minha vida contigo, foram passando. Sem que lá estivesses! Havia sempre um espaço vazio preenchido por ti. E em cada novo acontecimento, uma lágrima surgia…

Hoje, apenas resta a saudade e as imagens de ti!

Tento controlar este empenho de voltar no tempo, de tentar reviver cada sorriso desaparecido, cada caminhada revogada e cada abraço perdido! Hoje, mais ponderado, tento controlar esta saudade que jamais cura, esta angústia que me esmaga o peito. Como eu gostava de ter o poder de te trazer de volta para mim, para nós, sem tempo de permanência. Quem me dera, só mais uma vez, sentir novamente o calor dos teus abraços.

Em minha opinião a tua partida foi demasiado antecipada. Tenho saudades dos teus conselhos! Mesmo daqueles que nunca chegaste a dar. Do sossego e calma do teu porto seguro! Do teu amor…

Orgulho-me de ti! E amo-te! Amado pai, a tua memória é viva entre nós. Em cada dia que amanhece, uma gota de saudade é acrescentada aos nossos corações. E essa saudade é grande, de quem te ama e sente eternas saudades de ti… mas sinto que falo contigo quando tu me visitas! 

"Um pai presente é como a luz que guia o peregrino durante sua longa jornada, ajuda a escolher o melhor caminho, oferece o conforto e calor para que a jornada seja de sucesso e próspera." (Luís Alves)

terça-feira, 16 de março de 2010

Por que é que as mulheres têm sexo?


Uma nota introdutória:
Como este é o meu primeiro post neste blogue, quero iniciá-lo com um agradecimento especial ao Gajo pelo convite que me fez e que muito me agradou. Quero igualmente deixar um beijinho particular à anterior Gaja com desejos de que continue a ler e a comentar o blogue. Espero muito sinceramente ser uma sucessora à altura.

Habituados às diferenças existentes entre o género feminino e o masculino (que no fundo abrilhantam e dão dinâmica à relação interpessoal entre os mesmos), não será chocante saber que a complexidade feminina se traduz igualmente nos motivos que a levam a ter sexo, ou fazer amor como preferirem.

Segundo o expresso (podem ler a notícia aqui) existem 237 razões pelas quais as mulheres têm sexo. As conclusões do estudo, que teve a duração de cinco anos, elucidam-nos sobre as diferenças existentes entre a idealização que nos vendem dos contos de fada (das histórias que nos contavam quando éramos pequenos) e a realidade. No mundo real não fazemos amor (apenas) porque olhamos para o outro e sentimos uma energia especial que nos impele ao contacto físico carinhoso. No mundo real fazemos amor por questões materiais (para aumentar o ordenado e assim ter uma vida economicamente desafogada), por razões físicas (para aliviar as dores de cabeça, visto o sexo ser um vasodilatador e assim permitir desaparecer com a velha desculpa feminina para fugir às “obrigações” sexuais) e por razões emocionais. Estas últimas são complexas, não falamos de carinho, de paixão, de amor ou de ternura. Falamos sim de fazer amor por termos pena do Outro, por nos permitir alcançar uma plenitude que nos aproxima de uma entidade divina, porque nos alimenta o ego na medida em que nos permite sentirmo-nos mais atraentes e capazes de levar um homem à perda de controlo, sentindo-nos por isso poderosas.

Este estudo permite visualizar a mulher como fria e calculista, como capaz de se despir da pele de “sensível”, “delicada” e “pura” que sempre lhe foi incutida socialmente. Nós fazemos sexo por muito mais razões do que aquelas que o decoro nos permite verbalizar. Falta afirmar que também as mulheres podem desejar ter sexo por puro prazer, sem este estar necessariamente associado a benefício algum para além do seu próprio regozijo. E quando as mulheres começarem a verbalizar livremente sem pudor nem julgamentos estas intenções saberei que estamos no caminho certo.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Alguém é capaz de avisar os conceituados cientistas de que homens com QI elevado optam por... NÃO casar!?!!!


Pois é, segundo um estudo publicado na revista especializada Social Psychology Quarterly, os homens que traem as esposas ou namoradas tendem a ter QI mais baixo e a serem menos inteligentes.

De acordo com o autor do estudo, o especialista em psicologia evolutiva da London School of Economics, Satoshi Kanazawa, "homens inteligentes estão mais propensos a valorizar a exclusividade sexual do que homens menos inteligentes".

Kanazawa analisou duas grandes pesquisas americanas, a National Longitudinal Study of Adolescent Health e a General Social Surveys, que mediam as atitudes sociais e o QI de milhares de adolescentes e adultos. Ao cruzar os dados destas duas pesquisas, o autor concluiu que as pessoas que acreditam na importância da fidelidade sexual para uma relação demonstraram QI mais alto. Ainda de acordo com o mesmo estudo, o ateísmo e o liberalismo político também são características de homens mais inteligentes.

Kanazawa foi mais longe e disse que outra conclusão é que o comportamento "fiel" do homem mais inteligente seria um sinal da evolução da espécie. Essa sua teoria é baseada no conceito de que, ao longo da história evolucionária, os homens sempre foram “relativamente polígamos” e que isso está a mudar. Para ele, assumir uma relação de exclusividade sexual, ter-se-á tornado uma “novidade evolucionária” e as pessoas mais inteligentes estariam mais inclinadas a adoptar novas práticas em termos evolucionários, ou seja, a tornarem-se “mais evoluídas”. Isso deve-se ao facto dessas pessoas mais inteligentes serem mais “abertas” a novas ideias e questionarem mais os dogmas.

Mas, e aqui surge a "polémica", segundo Kanazawa, a exclusividade sexual não significa maior QI entre as mulheres, já que elas sempre foram relativamente monogâmicas e isso não representa uma evolução!

Eu cá acho é que alguém deveria avisar estes conceituados cientistas de que homens com QI elevado optam por... NÃO casar!?!!!


Nota: A fonte desta mensagem foi a BBC

Pois é.....vou-me!

Este é o último post que vou escrever neste blogue.

Como o gajo disse a minha disponibilidade anda muito reduzida e acho que será muito mais proveitoso a entrada da nova gaja a quem tenho todo o prazer de "passar a pasta" porque sei que vai haver "discussões" bem animadas e quentes entre o gajo e a nova gaja!

ehehe

MOKSHA!

Divirtam-se!
Bjos grandes

Mudança de colaboradora - Gaja

Tudo na vida tem um início e um fim!

E, o ciclo iniciado por mim e pela Gaja, quando criámos este blogue, chega agora ao fim. Por motivos pessoais e profissionais, a Gaja não tem tido a possibilidade de escrever com a regularidade desejada e, como tal, achamos melhor cessar a sua participação neste blogue!

Agradeço-lhe desde já todas as mensagens publicadas, algumas com grande carga emocional, devido a situações menos positivas, outras alegres e divertidas mas todas com a convicção plena da opinião isenta e sem filtros.

Gaja, o meu muito obrigado! Foi um prazer partilhar este blogue contigo!

Assim, a partir de hoje, este blogue terá a colaboração de uma outra Gaja. Certo de que trará uma nova alma e dinâmica aqui ao Opiniões, com mensagens actuais e temas que nos “obriguem” a pensar e reflectir sobre tudo! Sem filtros, tabus ou condicionantes de qualquer espécie.

Nova Gaja, sê bem-vinda ao blogue!

Beijinhos a ambas.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Parabéns Mulheres!

O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março, tem a sua origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito de voto, no início do século XX, na Europa e nos Estados Unidos. Isso não é nenhum segredo e quem quiser saber mais pode visitar, entre outras, esta página.

Mas, em minha opinião, eis porque se deve celebrar este dia…

Porque, além de todos os dias haver, pelo menos, uma mulher a lutar pelos seus direitos, enquanto mulher e, sobretudo, ser humano, a mulher é um ser tão especial, tão maravilhoso que quase pode ser considerada de uma outra qualidade, de uma outra casta. É um ser humano mais evoluído que nós, a maioria dos homens. Não tenho nenhum problema em afirmar isso, e, também, nenhuma dúvida. É mais uma certeza. As mulheres sorriem quando o que mais lhes apetece é gritar. Cantam quando querem chorar. Elas choram até quando estão felizes. E riem quando estão nervosas. Lutam por aquilo em que acreditam. E impõem-se perante as injustiças. Elas não aceitam um "não" como resposta quando acreditam que existe uma solução melhor. A mulher tem uma intuição natural das coisas, uma perspicácia mais apurada para perceber quando algo não está correcto. Na mulher todos os sentidos são mais aguçados, como se os aparelhos sensoriais fossem mais aperfeiçoados. E são mesmo. A mulher é tão diferente que não há no mundo quem consiga compreendê-las.

As mulheres estão, aos poucos, a controlar as situações. A serem “colocadas” nas posições de topo. Elas mandam cada vez mais. Veja-se o número de mulheres no ensino superior, por exemplo. Têm mais sensibilidade para lidar com as questões mais delicadas. Elas vão ao médico com uma amiga assustada. Elas amam incondicionalmente. Elas choram quando os seus filhos ficam doentes e fazem uma festa quando os mesmos ganham prémios. Elas ficam emocionadas quando ouvem falar de um aniversário ou de um novo casamento. E, talvez, se já mandassem há mais tempo, muito do mal que há no mundo, pudesse ter sido evitado. Nós, homens, somos mais temperamentais. É o poder da testosterona, muitas das vezes, que comanda os nossos actos!

As mulheres são delicadas na sua própria natureza. Os seus corações choram quando uma amiga morre. Elas lamentam-se com a perda de um membro da família, contudo, são fortes quando elas mesmas pensam que já não têm mais força. Têm as mãos suaves para poderem acarinhar, mas firmes para comandar e agir. As pernas maravilhosas para nos enlaçar, mas fortes para nos amarem. Os seios suculentos para nos fartarem e para enfrentarem a mais dura batalha. A boca indecentemente mais sensual, mas implacável com as sentenças de morte.

A mulher é uma criatura feita por Deus num momento de grande inspiração Dele. Fez o que melhor podia ter feito. Pois, quando uma mulher tem as coisas no lugar, então aí, não há nada que a iguale! A mulher tem as ferramentas mais que necessárias para nos fazer, a todos nós, homens, seus escravos incondicionais.

Um homem jamais sentirá o mesmo prazer e intensidade que uma mulher. A mulher consegue tratar de vários assuntos ao mesmo tempo. A mulher tem mais habilidade e equilíbrio. A mulher tem mais competência para resolver conflitos entre pessoas e nações. A mulher é mais inteligente e ama mais intensamente. Elas sabem que um abraço e um beijo podem curar um coração partido.

Hoje é o dia da mulher e o coração de uma mulher é o que faz o mundo girar!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Todo o corpo é erógeno – Parte II

À semelhança desta mensagem, conforme prometido, aqui está a segunda parte da mesma, relativa ao homem. São menos pontos, é verdade. Até porque o homem fica mais facilmente excitado. Isso é um dado inegável. Para nós, basta que apareçam! E se nos interessarem, é automático e instantâneo. É a testosterona a funcionar. Mas podem sempre descobrir, também, outros pontos que poderão potenciar o prazer.

Pontos erógenos: ELE

Prepúcio – Tira fina de pele solta, que reveste toda a extremidade do corpo do pénis.
  • Estimula-se puxando e pressionando para cima e para baixo.

Uretra – Abertura na glande por onde sai a urina e o sémen.
  • Estimula-se com movimentos circulares ou pressionando para baixo.

Próstata – glândula que produz o sémen.
  • Estimula-se através do recto e de estímulos no ânus (ponto muito discutível...).

Períneo - Tecido entre os testículos e o ânus; retarda a ejaculação quando pressionado.
  • Estimula-se através do pénis ou da próstata (ponto igualmente discutível...).

Outros pontos de prazer que podem ser estimulados.

Couro cabeludo
Massajá-lo ajuda a descontrair, liberta oxitocina, a hormona que repele o stress, e origina calma e aumenta o prazer.

Braços
A parte inferior é muito sensível ao toque: passar com os dedos, unhas de forma meiga, lentamente pode ser muito estimulante…

Costas
Repleta de terminações nervosas! Pressione a base da coluna com os polegares ou massajando.

As mãos
Têm vários pontos de reflexologia, sensores de pressão com resposta directa no sistema nervoso. Dão e recebem prazer com mais de 40 mil terminações nervosas. Formas de estimular: cócegas, arranhar em círculo, beijar ou sugar.

Após estas duas mensagens tudo o que me resta desejar são muitas horas de muito (e bom) sexo!!!

terça-feira, 2 de março de 2010

Todo o corpo é erógeno – Parte I


Existem pessoas que não sabem fazer sexo! Isso é claro. E óbvio. E por muito garanhões ou leoas que se possam sentir, é impossível agradar a todos ou a toda a gente que passa pelo meio dos nossos lençóis. Porque a mulher que gosta de fazer sexo com a luz apagada ou sempre na mesma posição vai achar que a que faz de luz acesa ou na claridade ofuscante da luz do dia é uma galdéria. Ou o homem que só se interessa com o seu prazer de “fazer golo” não está minimamente interessado em jogar em equipa. Claro que este é um tema muito interessante mas para uma outra mensagem, não sendo, no entanto, objectivamente, a intenção desta.

Podemos não saber agradar a toda a gente mas se estivermos com atenção aos detalhes, aos pormenores, ao arrepio no corpo, ao gemido mais intenso ou na respiração ofegante, conseguiremos saber se estamos no caminho certo para e estrela dourada. No entanto, se não sentirmos isso devemos falar. E aqui é que começam os problemas. Há quem não fale. Nem tão pouco se queixe. E aí não haverá muito a fazer senão esperar que o último respiro da relação seja dado… Mas há, no entanto, quem fale a respeito. Algumas pessoas têm problemas em discutir a sua intimidade, mas a comunicação aberta é importante em todos os aspectos do relacionamento. Se gostar do modo como a outra pessoa beija ou toca deve-se comunicar-lhe isso. Se não se gostou de algo, deve-se dizer, também, mas de um modo delicado e não se pode esquecer de dizer a forma como se quer que beije, se toque, se agarre ou amasse, ou seja, da forma como se pode proporcionar prazer. E, desde que se aceite a orientação, um momento que tem tudo para dar errado, pode ser um agradável instante íntimo onde ambos se riem do acontecido!

A questão, importante, primordial, é que nem todas as pessoas estão disposta a aprender. Aos homens, porque isso lhes mexe com o ego, questionar a sua performance na cama é uma enorme tiro no auto-conceito e as mulheres, porque sentem vergonha, ou, mais grave ainda, o peso da educação que tiveram, não desejam aprender e encaram essas “recomendações” como críticas. Nada mais errado!

Assim, para ajudar todos aqueles que não sabem ou não querem aprender com quem deviam, sugiro algumas formas de descobrir os pontos erógenos do seu par – e os seus, já agora – para que a vida íntima e sexual possa ser sempre interessante e uma experiência sempre enriquecedora.

Decidi escrever, de forma muito resumida, claro, sobre os pontos de estimulação de cada um dos sexos. Nesta primeira mensagem falarei da mulher e na próxima do homem. Aqui ficam alguns conselhos sobre os pontos erógenos ou de excitação para manter sempre a sensualidade, o desejo e a libido no máximo.

Pontos erógenos: Ela

Clítoris – Parte feminina mais sensível – do tamanho de uma pérola até ao e uma impressão digital – que “electrifica” todo o corpo feminino: incha à medida que é irrigado de sangue, duplicando de tamanho; produz lubrificação e relaxamento vaginal.
• Estimula-se através de toques suaves e estímulos repetidos. Nunca estimular directamente! Estímulos orais no centro e nos tecidos circundantes…

A metade superior da parede interna da vagina antes do colo do útero tem o papel essencial de a lubrificar.

Monte púbico ou monte-de-vénus: tecido que cobre o osso púbico antes de começar a vagina e onde nascem os pêlos púbicos.
• Estimula-se com a pressão da mão sobre o local.

Orifício ureteral: saliência entre o clítoris e o orifício vaginal por onde sai a urina.
• Estimula-se com movimentos circulares e pressionando directamente com os dedos.

Períneo: Tecido suave entre o orifício vaginal e o ânus, composto por tecido esponjoso eréctil e terminações nervosas.
• Estimula-se a própria mulher devendo puxá-lo para cima, ao inspirar usando os músculos pélvicos, como quem evita a saída de urina.

Colo do útero: Orifício da entrada do útero.
• Estimula-se com a ponta do pénis, um brinquedo sexual ou com os dedos, fazendo pressão. A mão do parceiro colocada no monte-de-vénus, em simultâneo, ajuda a absorver a energia.

Descubra também outros pontos de prazer, que podem proporcionar alívio do stress, harmonia, aumento de energia, ao mesmo tempo que ajuda a lubrificar e descontrair a outros níveis de prazer, associando o toque a um exercício de respiração adequado.


Pescoço
Contém meridianos ligados à pélvis e desperta o prazer além das glândulas da tiróide (dos lados da garganta) que contêm energia sexual. Beijos, cócegas e sopros são óptimos para estimulá-los!

Mamas e mamilos
Órgãos sexuais secundários, repletos de terminações nervosas que enviam sensações de prazer ao cérebro. Os mamilos excitados ficam irrigados de sangue e mais sensíveis ao toque.

Os pés
Tal como as mãos, são repletos de terminações nervosas, sobretudo na parte superior dos dedos e na planta. Fazer rolar uma bola entre os seus pés e o do parceiro é uma óptima forma de estímulo!

As nádegas
A melhor forma de estimulá-las é com alguma pressão comprimida, por apalpamento ou palmada suave.

Nota: Resolvi publicar esta mensagem depois de ver esta música num outro blogue, onde era abordado um tema diferente. Talvez a possam mostrar aos vossos namorados, quando estes não quiserem aprender, acompanhada por esta música que, embora se destine a um amor homosexual, incentiva a que se aprenda sobre como fazer. Senão reparem na letra...

“I'm gonna show you how to take me
Go down go down
And I'll show you how to turn me
Right on right on
And I'll show you how to touch me
Right on right on right on
Right on right on right on”

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Consultório matrimonial

Apesar de não ter tido muito tempo para escrever não posso deixar de colocar isto, hoje, depois de ter estado à conversa com um amigo que me pedia a opinião ou conselhos para ainda tentar recuperar a sua relação com a namorada.
Quem me conhece sabe que eu sou e sempre fui uma pessoa coerente e analítica, por vezes até um pouco cru, onde consigo, claramente, diferenciar e distinguir aquilo que são as emoções da razão e porque adoro descobrir através da observação permanente que faço, e do que leio, sobre relacionamentos interpessoais e/ou casuais dos que me rodeiam ou apenas como espectador anónimo num local improvável. Talvez, por isso, a minha opinião costuma ser válida e prezada!

Num momento em que as relações passam por um estado geral de falta de liquidez afectiva, deixo aqui o meu modo de ver os relacionamentos avisando, desde já, os mais exigentes, que não posso deixar de sentir que está assim, um pouco, para uma espécie de consultório sentimental da revista “Maria” mas, confesso, por falta de tempo, inspiração ou motivação, não me ocorre nada mais organizado ou reflectido… talvez numa futura mensagem surja algo com mais conteúdo. De qualquer forma, a minha opinião para o que entendo ser a “base” ou, pelo menos, os factores que nunca devemos descurar para que a estabilidade, motivação e coesão dum relacionamento são:

Amigos demais, sedução a menos

Numa relação a dois, casados ou namorados, não deve haver a vida de amigo. Ou seja, seduzir o outro é fundamental. Sempre, constantemente e diariamente! O que acontece a maior parte das vezes é que a convivência diária leva a um excesso de intimidade e amizade e, entre conversas, partilhas, assistir a televisão, não convém, nunca, esquecer os jogos de sedução e conquista! O que muitas vezes acontece por se dar o outro como “adquirido”. Nada, muito menos alguém, está adquirido! Um simples “post-it” com um AMO-TE, depois de uma noite intensa de amor é o suficiente para o sorriso o acompanhe durante todo o dia;

Descuidar a aparência

Mais dedicado às mulheres, este aspecto, para dizer que não devem estar de pijama. A não ser que vão dormir. Mas não sempre, porque uma camisa de noite, sexy, também é necessária para provocar um desejo num dia mais cinzento. Além disso, lingerie de algodão, apesar de confortável não pode ser sinónimo de descuido ou desleixo. Tenham cuidado, homens e mulheres, no relaxar demasiado com a aparência. Não é preciso estarem vestidos, sempre, como se fossem para uma gala mas a vaidade na dose certa faz bem a ambos: à auto-estima e à sedução do par. Nunca ouviram a expressão “comer com os olhos”?;

Potenciar a criatividade

A vida obriga-nos a ser criativos e originais nos programas, passeios e brincadeiras que temos que fazer com os filhos ou no trabalho diário e quem não o for é derrotado. Não se pode esquecer que a vida afectiva e, sobretudo, a sexual merece um empenho ainda maior. Ser previsível abre a porta à monotonia;

Não deixar de conquistar

Quando se casa ou se vive junto existe a tendência para “afogar” o desejo ou fazer esquecer os pontos de atracção mútua. Sair à noite é sempre bom para nos podermos sentir observados e desejados, conviver com casais e, por vezes, sozinhos é bom para trocar olhares e reacender o romantismo. Dessa forma, é positivo deixar o quotidiano da casa e dos filhos;

Partilhar tarefas

Quando se partilha uma casa, devem-se partilhar, também, as tarefas. Mas não devem ser feitas, necessariamente, juntas. Dentro do lar é bom que cada um encontre o seu espaço. O seu canto, ou que o sintam como o seu, e a sua privacidade. O quarto, esse, é de ambos e deve reservado para um tempo especial, íntimo e apimentado;

Não perder a iniciativa

Deve-se tomar a iniciativa e não ficar à espera que essa mesma iniciativa seja sempre do parceiro. Porque aí não somos nós que estamos a querer e a desejar mas sim a acompanhar, a corresponder, apenas, a um desejo do companheiro. Mais cedo ou mais tarde ele vai notar e cansar-se disso. Demonstrar interesse anima ambos e levanta a auto-estima do par. Além disso, pior ainda, dizer sempre que não, vai fazer com que o outro se desinteresse também;

Abusar da intimidade

Nós, homens, pensamos que as mulheres já nascem bonitas, depiladas ou cheirosas. Podem partilhar os espaços e momentos íntimos connosco, assim, da mesma forma que podem entrar no nosso espaço enquanto, por exemplo, desfazemos a barba. Nós não nos importámos; e

Abertura sexual

Estejam abertos a novas experiências sexuais. Sem receios, sem tabus! Não sejam quadrados ao pensarem que sabem “tudo”. Nunca ninguém sabe tudo e todas as pessoas são diferentes no seu comportamento, à-vontade ou grau de exigência. Além disso, estejam sempre dispostos a aprender e não encarem os conselhos como uma crítica ao vosso desempenho. Uma mulher gosta de um homem meigo, gentil e romântico. Mas, por vezes, também gosta que a agarrem por trás, a encostem contra uma parede ou a atirem para cima da cama e a possuam de uma forma lasciva ou voluptuosa! Lembrem-se, no entanto: não se consegue agradar a todos. Por muito bons que se possam sentir há sempre alguém que pode ser melhor!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O ponto G, existe ou não?


De acordo com um estudo de cientistas britânicos, o qual podem ver a notícia completa aqui, a dificuldade em encontrar o mítico Ponto G pode ter uma razão: ele não estar lá. 
Esta foi a conclusão a que chegou um grupo de cientistas britânicos, do King's College London, depois de ter feito testes num grupo de mulheres, afirmando que esta zona erógena pode não passar de um mito provocado pela imaginação.
"É irresponsável admitir a existência de algo que nunca foi provado e, desta forma, colocar homens e mulheres sobre essa pressão", afirma Andrea Burri, que acha que esta pode ser uma boa notícia para as mulheres.

Pelos vistos, a sua inexistência é quase unânime entre a comunidade médica/científica. O problema, ou o que pode servir para contrariar esse estudo, é ser descrito como uma espécie de caixa de Pandora entre as mulheres. De facto, certas mulheres podem ser mais sensíveis onde se diz existir o ponto G, outras são mais sensíveis quando estimuladas atrás das orelhas, nos seios ou noutras partes do corpo. Não podemos esquecer que o corpo das mulheres, em especial a sua pele, é um enorme ponto G. De acordo com o que li, segundo alguns psicólogos, o ponto G, não existe fisicamente, em termos psicológicos, sim, existe. A questão aqui e não ser mensurável ou localizável.

De facto, muitos casais sentem-se frustrados pelas tentativas sucessivas em procurar algo como “verdade adquirida”, que, afinal, pode não existir. Pode ser uma boa notícia para os casais em geral e para as mulheres em particular. A procura de um suposto “botão” para proporcionar prazer à mulher pode parece demasiado redutor e tira algo que as mulheres, e as próprias relações íntimas, têm de fascinante: a sua complexidade e a necessidade de uma variedade de estímulos para tirar prazer sexual. Não é por causa desta suposta descoberta que as relações vão deixar de ser “prazerosas”.

A negação de algo que as mulheres acreditavam ter para potencializar a sua sexualidade pode desapontar algumas mulheres. Mas a mente é infinita em termos de imaginação. Podemos sempre recorrer a outro tipo de ideias para sustentar a sexualidade delas noutra base. A sexualidade é um conjunto de factores que as leva a acreditar que as coisas podem correr bem ou mal e, com isso, não significa que as relações perderão a capacidade de nos fascinarem e provocar tanta satisfação e prazer físico e emocional.
No estudo britânico foi referido, ainda, que o ponto G é fruto da imaginação e dos terapeutas. Ou seja, os cientistas entendem que a razão para as mulheres imaginarem que têm esta zona erógena pode estar nas revistas e nos terapeutas.

Como chegar lá…
Eu acredito que o ponto G existe, mesmo! Físico, psicológico, existe ali, de facto, “um botão” que, quando bem estimulado pode levá-las ao êxtase, à loucura, a abandonarem o próprio corpo, como se tocassem nas campainhas do céu! Acredito porque já o vivi e senti e levei as mulheres a sentirem esse estado de satisfação intenso e pleno. Porque, vejamos, a mulher, que cada vez mais me interessa e fascina, possui o único órgão que serve, única e exclusivamente, para lhe proporcionar prazer: o clítoris! Ao contrário do pénis no homem, que também serve para urinar, a mulher tem o clítoris com a função exclusiva de proporcionar prazer. A estimulação do clítoris é a mais utilizada pelas mulheres para atingir o orgasmo e muitas delas só com a sua estimulação directa conseguem ter orgasmos. Já agora, há dois tipos de orgasmo: o clitoriano e o vaginal. Cada um depende do tipo de estimulação sexual de cada mulher.

Prometo para mais tarde uma mensagem a abordar este assunto, sobre a suposta localização, e como deve ser estimulado, do ponto G.